Há dois anos e meio escrevi aqui sobre o recente blogue de uma idosa, então com 95 anos, a quem o neto oferecera pelo aniversário... um blogue.
Fala-se muito dos malefícios sociais da internet, do isolamento que provoca, mas este é um caso paradigmático do contrário. Esta senhora, residente em Muxía, pequena povoação da Galiza onde nascera em 1911, tornou-se em pouco tempo um fenómeno de sucesso sem efeitos perversos. Continuando a residir calmamente na sua casa, rodeada do carinho da família, durante dois anos e meio foi conhecida e lida em todo o mundo, descobriu realidades que lhe eram totalmente estranhas, recebeu 1812016 visitas no seu blogue, dos 5 continentes, e mensagens de todo o mundo às quais respondeu sempre com simpatia, foi encorajada quando esteve doente, recebeu felicitações quando foi bisavó, viajou até ao Brasil e contou as suas impressões no seu blogue. Tudo isto graças ao acompanhamento e apoio de um neto exemplar que discretamente, sem aparecer nunca, foi digitando com paciência tudo o que ela lhe ditava em plena liberdade. Escreveu que «Mis blogueros son la alegría de mi vejez».
Teve uma vida feliz até ao último dia, no passado 20 de Maio. Não podia deixar de a referir aqui, não como um fenómeno de popularidade ou mediatismo mas como um exemplo de vontade, de gosto pela vida, de família e, sempre, de uma grande simplicidade.
Descanse em paz, Aboiña.
Fala-se muito dos malefícios sociais da internet, do isolamento que provoca, mas este é um caso paradigmático do contrário. Esta senhora, residente em Muxía, pequena povoação da Galiza onde nascera em 1911, tornou-se em pouco tempo um fenómeno de sucesso sem efeitos perversos. Continuando a residir calmamente na sua casa, rodeada do carinho da família, durante dois anos e meio foi conhecida e lida em todo o mundo, descobriu realidades que lhe eram totalmente estranhas, recebeu 1812016 visitas no seu blogue, dos 5 continentes, e mensagens de todo o mundo às quais respondeu sempre com simpatia, foi encorajada quando esteve doente, recebeu felicitações quando foi bisavó, viajou até ao Brasil e contou as suas impressões no seu blogue. Tudo isto graças ao acompanhamento e apoio de um neto exemplar que discretamente, sem aparecer nunca, foi digitando com paciência tudo o que ela lhe ditava em plena liberdade. Escreveu que «Mis blogueros son la alegría de mi vejez».
Teve uma vida feliz até ao último dia, no passado 20 de Maio. Não podia deixar de a referir aqui, não como um fenómeno de popularidade ou mediatismo mas como um exemplo de vontade, de gosto pela vida, de família e, sempre, de uma grande simplicidade.
Descanse em paz, Aboiña.

