VERDI, Giuseppe - La traviatta. Ária «Teneste la promessa... Addio lel passato»
«Foi com duas lágrimas a tremer-lhe nas pálpebras que acabou as páginas da Dama das Camélias. E estendida no voltaire, com o livro caído no regaço, fazendo recuar a película das unhas, pôs-se a cantar baixinho, com ternura, a ária final da Traviata:
Addio, del passato...»
(Queirós, Eça de - O Primo Basílio)
"La Traviata" estreou em Portugal, no Teatro de São Carlos, em 29 de Outubro de 1855. Interpretaram-na Maria Spezia, como Violetta, A. Volpini, como Alfredo e Ottavio Bartolini, como Germont.
Esta interpretação de Maria Callas, no Teatro Nacional de São Carlos, em 1958, dirigida por Franco Ghione, ficaria para a história de São Carlos e da própria Callas como uma das melhores versões de sempre da Traviata.
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24 fevereiro 2007
Callas em São Carlos
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Música,
Verdi
22 setembro 2006
Soares de Passos
«Era no Inverno; e sentada à janela, por dentro dos vidros, com o seu bordado de lã, julgava-se desiludida, pensava no convento, seguindo com um olhar melancólico os guarda-chuva gotejantes que passavam sob as cordas d'água; ou sentando-se ao piano, ao anoitecer, cantava Soares de Passos:
«Ai, adeus, acabaram-se os dias Que ditoso vivi a teu lado...»
(Queirós, Eça de - O primo Basílio)
Não sei se foi publicada a música (de Pedro Gastão Mesenier) escrita para este poema de Soares de Passos. Mas deve ter sido. Se não, como a conheceria a pobre e malfadada Luísinha para a tocar enquanto pensava no vilão do primo, lá longe? Não deve ter tido acesso (ou o Eça por ela) às seis folhas manuscritas que existem hoje na Biblioteca Nacional, com a cota M.M. 189//6. Essas estavam em casa do nosso querido Ernesto Vieira. A menos que o Eça fosse amigo do Vieira...
Não sei se foi publicada a música (de Pedro Gastão Mesenier) escrita para este poema de Soares de Passos. Mas deve ter sido. Se não, como a conheceria a pobre e malfadada Luísinha para a tocar enquanto pensava no vilão do primo, lá longe? Não deve ter tido acesso (ou o Eça por ela) às seis folhas manuscritas que existem hoje na Biblioteca Nacional, com a cota M.M. 189//6. Essas estavam em casa do nosso querido Ernesto Vieira. A menos que o Eça fosse amigo do Vieira...
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