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23 maio 2007

O meu olhar sobre a ilha de São Miguel (4)

No dia 3 de Abril fomos passear ao acaso por estradas secundárias. Eram seis e vinte cinco da tarde e parece que estava na hora de levar as vaquinhas à ordenha. Encontrámos a estrada bloqueada por uma manada. As vaquinhas à nossa frente, a gente atrás, o Jorge dentro do carro e eu do lado de fora, a fotografar sofregamente. «Eis senão quando, caso nunca visto!» percebo que as vaquinhas se tinham enganado no caminho. Vai um vaqueiro à frente, mais outro atrás, a fazê-las voltar. Uma manada de vacas leiteiras a fazer inversão de marcha num caminho estreito! Num minuto deixámos de ir atrás das vacas para termos as vacas a correr para nós. Toca de fazer marcha atrás em tempo recorde, que elas vêm ai!!! E eu a fotografar, a fotografar, a fotografar...


Ah, e foi neste dia que eu fiquei a perceber porque é que estes vaqueiros usam galochas...

22 maio 2007

O meu olhar sobre a ilha de São Miguel (3)

Sete Cidades. Este foi um encontro inesperado. Já a tinhamos visto do outro lado (lá ao fundo) e reencontrámo-la, dois dias depois, ao cimo de uma estrada que eu não sabia onde ia dar (não ia a acompanhar no mapa...). Esplendoroso!


2-05-2007, 17:26

21 maio 2007

O meu olhar sobre a ilha de São Miguel (2)

Gostei especialmente de fazer esta sequência:













Imagens captadas no dia 1 de Abril de 2007, entre as 13h39 e as 13h43. As pessoas retratadas autorizaram ser fotografadas e por isso lhes agradeço.

17 maio 2007

O meu olhar sobre a ilha de São Miguel

Estas coisas dão trabalho! Apesar de já ter voltado dos Açores há mês e meio, só tenho tido uns minutinhos para ver, seleccionar e tratar as mais de 2000 fotografias que por lá tirei. E não é todos os dias...
Começo hoje a mostrar o meu olhar sobre a Ilha de São Miguel.

11 abril 2007

Summa bibliothecologica

Já não era sem tempo, tenho tanta coisa para escrever e mostrar que nem sei por onde começar. Quero escrever muito profissionalmente sobre o Congresso, quero escrever muito apaixonadamente sobre a ilha de São Miguel, quero escrever muito pessoalmente sobre os meus colegas virtuais da blogosfera que conheci no Congresso. E é difícil escrever sobre tudo isto num único post sem ficar uma grande sopa.
Em vez de seguir uma ordem cronológica (ou qualquer outra lógica) vou seguir a ordem que me ditar o correr das teclas.

Começo pelos meus colegas dos blogues, que tive o enorme prazer de conhecer. É uma sensação estranha (na medida em que não me é familiar) esta de conhecer ao vivo pessoas que já conhecia dos blogues, algumas com quem já contactava há meses. De repente, estávamos todos a tratar-nos por tu, com a maior naturalidade, como se nos conhecêssemos há imenso tempo. Podia ter dado mau resultado, podiam ser uns chatos, podia faltar a conversa ao fim de cinco minutos... mas não! A conversa fluiu com naturalidade, os encontros no Alcides (o restaurante oficioso dos bibliotecários e arquivistas, em Ponta Delgada) sucederam-se até ao fim do Congresso e a promessa de novos encontros ficou, já com data marcada.




Nasceu ali qualquer coisa e essa é uma sensação muito agradável. Talvez um dia (presunção e água benta, cada qual toma a que quer...) se venha a dizer que ali se fez história. O tempo o dirá.

O Congresso propriamente dito foi um pouco diferente dos outros em que estive. Menos «pesos-pesados» (quem esteve no painel dos blogues percebe o que quero dizer) do que é costume, muita gente nova - fiquei particularmente feliz de ver ex-alunos meus - muita gente dos Açores e um ambiente bastante descontraído. A própria localização do Congresso contribuíu para este ambiente pois quase todos os participantes estavam "deslocados" e muito longe de casa, o que não aconteceu no Porto e em Cascais.
Como tive duas participações (uma numa comunicação e outra no painel de blogues) acabei por assistir a menos comunicações do que desejaria. Gostaria especialmente de ter assistido às comunicações relativas ao perfil profissional que, ouvi dizer, foram bastante participadas. É um tema que me interessa pessoalmente e que acabei por também abordar - embora sem profundidade - na minha parte da comunicação que apresentei (em co-autoria com as minhas colegas do CEM).

Os Açores. Não sei quem disse «Pelos Açores perco-me de amores». Eu perdi-me de amores pelos Açores. Os açorianos são de uma gentileza extraordinária. São educados sem serem artificiais. São atenciosos sem serem servis. Têm o sorriso fácil sem serem patetas. São brincalhões sem serem inconvenientes. São doces sem serem melados. Têm a inocência encantadora dos alentejanos, têm a alegria dos minhotos, o amor-próprio dos transmontanos. E não me refiro aos açorianos que estavam no Congresso, refiro-me aos que conheci fora do Congresso, no hotel, nas lojas, nos restaurantes, o vaqueiro a quem pedi leite da vaquinha, acabado de mugir.
Quero voltaaaaaaaaar!!!!!!

20 março 2007

Açores, aí vou eu!


O Congresso da BAD entrou em contagem decrescente. Este ano é em Ponta Delgada.
E este ano, pela primeira vez, vou participar (e não apenas assistir). Como não há fome que não dê em fartura, vou participar duas vezes: com uma comunicação (de autoria colectiva) sobre o CEM e num painel sobre weblogues no domínio da Ciência da Informação.
Na comunicação, que tem o nome pomposo de «A experiência interdisciplinar no Centro de Estudos Musicológicos da Biblioteca Nacional», eu, a minha colega e a minha chefe no CEM expomos a nossa experiência pessoal e colectiva: mais do que uma "secção de partituras" o CEM é, na prática, uma biblioteca especializada em música e isso confere-lhe características muito particulares no âmbito da Biblioteca Nacional. Na nossa comunicação procuramos, de uma forma quase narrativa, descrever como funcionamos, como cruzamos experiências e conhecimentos (eu sou bibliotecária com formação elementar em música, elas são musicólogas com formação elementar em biblioteconomia) e como conseguimos que o resultado final do nosso trabalho seja maior do que a soma aritmética das partes.
No painel, organizado e coordenado pela Luísa Alvim, vou partilhar o debate com o Adalberto Barreto, o Paulo Jorge Sousa, o Júlio Anjos e o Pedro Príncipe. Já conheço todos da blogosfera mas só agora os irei conhecer pessoalmente.
Finalmente vou conhecer os Açores (no caso, a ilha de São Miguel), o que há muito tempo desejo mas nunca tinha tido a oportunidade. Já conheço razoavelmente Portugal continental (mesmo o mais profundo), esta será a minha primeira incursão pelo Portugal insular.


Last but not least, também é a primeira vez que vou andar de avião.
Ufa! Já não tenho idade para tantas emoções juntas!!!