Aviso: na biblioteca de Jacinto não se aplicará o novo Acordo Ortográfico.
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30 julho 2014

Sinfonia da ópera "La Spinalba" de Francisco António de Almeida - "Os Mú...

Provavelmente um dos meus compositores preferidos. Não, não só dos portugueses. De todos os lugares e de todos os tempos. Assim assinalo o meu regresso às publicações na biblioteca de Jacinto.

28 março 2013

Johann Sebastian Bach - Matthaeus Passion

Que sortilégio é este que faz com que um fenómeno acústico, traduzível em ondas sonoras ou em zeros e uns, faça tremer o corpo todo, estremecer cada célula, humedecer as mucosas do nariz, provocar um aperto na garganta e uma vontade irreprimível de chorar por razão nenhuma?


19 maio 2010

Hino revolucionário

Até parece do tempo do PREC mas não é... algures pelos finais da Monarquia, início da primeira República. Delicioso! As coisas que nos passam pelas mãos...


25 junho 2009

Flauta com 35 000 anos

De manhã, enquanto me preparava para saír de casa, ouvi uma crónica na TSF em que se referia a descoberta arqueológica de uma flauta em osso de grifo com trinta e cinco mil anos. No fim da crónica, colocava-se no ar o som de uma suposta "réplica" dessa flauta. Bastam rudimentos de história da música para perceber que uma flauta com 35000 anos nunca poderia produzir aquela melodia. Nem com 5000 anos. Provavelmente, nem com 1000 anos.
Antes mesmo de eu fazer uma pesquisa na Internet, uma colega bem intencionada enviou-me a ligação para o sítio do Público onde está a notícia e a ligação para essa gravação.

O mau jornalismo impera, já sabemos. A ignorância musical campeia, também já sabemos. O problema não está tanto na notícia, a qual resume o artigo apresentado na revista Nature de ontem.
O problema está na "informação" complementar: além do Público não apresentar em "outros recursos" a ligação para o artigo original, o que deveria fazer, remete, nessa secção, para a tal gravação de uma musiquinha tocada numa pseudo-réplica da dita flauta.

Só falta saber: estaria a flauta com 35 000 anos afinada em Lá 440?...

29 janeiro 2009

Augusto Machado e o seu tempo

Está a decorrer, desde 22 de Janeiro e até 19 de Fevereiro, no Foyer Aberto do Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, um ciclo de concertos de canto e piano, intitulado "Augusto Machado e o seu tempo" organizados pelo Maestro João Paulo Santos.
Este ciclo, que decorre às quintas-feiras, apresenta uma visão abrangente da obra do compositor português Augusto Machado (1845-1924) bem como de outros compositores seus contemporâneos portugueses - nomeadamente Alfredo Keil (1850-1907), Óscar da Silva (1870-1958), António Fragoso (1897-1918), Viana da Mota (1868-1948), Luís de Freitas Branco (1890-1955), João Guilherme Daddi (1814-1887) e Joaquim Casimiro (1808-1862) - e estrangeiros - nomeadamente Hervé (pseudónimo de Florimond Ronger, 1825-1892), Jacques Offenbach (pseudónimo de Jacob Eberst, 1819-1880) e Angelo Frondoni (1812-1891).

Com um programa variado e apelativo, este ciclo permite um contacto com compositores portugueses cujos nomes até podem ser mais ou menos conhecidos de um grande público mas cuja música é pouco ou nada executada, não só por falta de interesse por parte dos músicos mas também porque se encontra ainda por publicar.

O espólio documental de Augusto Machado encontra-se, desde há dias, integralmente reunido na Biblioteca Nacional de Portugal, graças à documentação generosamente doada pela sua bisneta, Maria Constança, a qual veio completar o espólio existente e que tinha sido vendido ao extinto IPPC, na década de 80, pelo outro herdeiro (no Programa abaixo vai a ligação para as fontes disponíveis na Biblioteca Nacional).

Cumpre também lembrar que o compositor foi um dos membros do Cenáculo, tertúlia literária de que fizeram parte Jaime Batalha Reis, Eça de Queirós, Salomão Saragga, Lobo de Moura, Manuel de Arriaga, Antero de Quental, Guerra Junqueiro e José Fontana. Desta tertúlia nasceram as famosas Conferências Democráticas do Casino, em 1871, que marcaram a formação da que ficaria conhecida por "geração de 70". Machado inspiraria Eça na criação de Cruges, o compositor de "Os Maias", descrito como «um diabo adoidado, maestro, pianista, com uma pontinha de génio».

«- Ninguém faz nada, disse Carlos espreguiçando-se. Tu, por exemplo, que fazes?
Cruges, depois de um silêncio, rosnou encolhendo os ombros:
- Se eu fizesse uma boa ópera, quem é que ma representava?
- E se o Ega fizesse um belo livro, quem é que lho lia?
O maestro terminou por dizer:
- Isto é um país impossível... Parece-me que também vou tomar café.» (Os Maias)

22 de Janeiro: CANTO E PIANO

AUGUSTO MACHADO
* Voli un giorno
* Sempre più t'amo 1873
* Soneto (Luís de Camões) 1880
* Bonjour Suzon (Alfred de Musset) 1884

ALFREDO KEIL
* Angoisse apaisée (Antoine Cros)

ÓSCAR DA SILVA
* Le chant du cygne (Luís de Camões)

ANTÓNIO FRAGOSO
* Sérénade (Paul Verlaine) 1917

VIANNA DA MOTTA
* Canção Perdida (Guerra Junqueiro) 1895

LUÍS DE FREITAS BRANCO
* Aquela moça (Augusto de Lima) 1904

AUGUSTO MACHADO
* Margarida (Eça Leal) 1908
* Era uma vez (Virgínia Victorino) 1915
* Amor! Amor! (Augusto Gil) 1919
* Pro Pace 1918
* Baccio sprezzato (Camaiti) 1918
* Primo baccio (Corradeti) 1917
* Nocturne de la douxième heure (Henri d'Erville) 1910
* La lettre (Edmond Rostand) 1912
* La Querelle (Comtesse de Noailles)
* Valse-Impromptu (Alfred de Musset)

Soprano Lara Martins
Barítono Luís Rodrigues

29 de Janeiro: ÓPERA

AUGUSTO MACHADO

LAURIANE (Magne e Guiou)1883
* M'y voilà donc!...D'une âpre ambition (D'Alvimar)
* Comme l'aube diaphane (Jovelin)
* Fuyez ce D'Alvimar (Lauriane, Jovelin)

I DORIA (A. Ghislanzoni) 1887
* Fidati a me!...Al deseto natio (Moro)
* Ho ben compreso?...Egli è là (Leonora, Fieschi)

MARIO WETTER (R. Leoncavallo) 1898
* Cena (Lydia, De Sora)

LA BORGHESINA (Golisciani) 1909
* Un'aura balsamica (Amanda)
* Trasse al bosco nel verno (Lisa, De Sterny)
* Viva l'amor (Flaminia)
* Da St. Germain tornando (Prospero, De Sterny)

ROSAS DE TODO O ANO (Júlio Dantas) 1920
* Cena (Inês)

Soprano Ana Ester Neves
Tenor João Cipriano Martins
Barítono João Merino

5 de Fevereiro: MÚSICA DE CÂMARA

AUGUSTO MACHADO
* Vieilleries: Menuet, Gavotte, Gigue Portugaise

JOÃO GUILHERME DADDI
* Larghetto ( 2º Andamento de Morceau de Salon)

ALFREDO KEIL
* Juin langoureux

AUGUSTO MACHADO
* Bolero et Andante 1870
* Berceuse
* Maria Constança - Valsa (dedicada à neta) 1914
* Prelúdio e Fuga 1917
* Miniaturas
* Petits jeux
* Cache cache
* Colin maillard

VIANNA DA MOTTA
* Cena nas Montanhas e Presto (2º e 3º Andamentos de Quarteto em sol maior) 1895

Quarteto Vianna da Motta:
Violino I António Figueiredo
Violino II Witold Dziuba
Viola Hugo Diogo
Violoncelo Irene Lima

19 de Fevereiro: OPERETA

HERVÉ

LE PETIT FAUST (Jaime e Crémieux) 1869
* Complainte du roi de Thulé

JACQUES OFFENBACH

ORPHEE AUX ENFERS (Crémieux e Halévy) 1874
* Couplets des baisers

LA GRAND-DUCHESSE DE GEROLSTEIN (Meilhac e Halévy) 1867
* Air de la lettre

ANGELO FRONDONI

O BEIJO (Silva Leal) 1844
* Tal não sou, bela Joaninha (Joaninha, Filipe)

JOAQUIM CASIMIRO

NEM TURCO NEM RUSSO (Costa Cascais)1844
* Couplets turcos

A MULHER DE TRÊS MARIDOS
* Couplets

AUGUSTO MACHADO

A CRUZ DE OURO (Athaíde e R. Lima) 1873
* Romanza d'Austerlitz

A GUITARRA (Eça Leal) 1902
* Quarteto (Eufémia, Alexandrina, Joaquim, Mimoso)

PICCOLINO (V, Sardou/E. Garrido) 1889
* Couplets de Frederico

A LEITORA DA INFANTA (tradução de Eça Leal) 1893
* Trio e Couplets (Mercedes, Rafael, Doutor)
* Serenata (Rafael)

OS FILHOS DO CAPITÃO-MÓR (E. Schwalbach) 1896
* Quarteto dos Ecos (Maria, Cogominho, Gonçalo, Romão)

TIÇÃO NEGRO (H. Lopes de Mendonça) 1902
* Duetino (Cecília, Apariço)

VÉNUS (A. Antunes) 1905
* Romanza
* Valsa do fogo
* Canção báquica

O ESPADACHIM DO OUTEIRO (H. Lopes de Mendonça) 1910
* Dueto (Frangalho, Violante)
* Aria (Ines)
* Dueto (Violante, Inês)

O RAPTO DE HELENA (A. Antunes) 1902
* Couplets (Giraffier)
* Brinde-Valsa

Soprano Dora Rodrigues
Soprano Sandra Medeiros
Tenor Mário Alves
Barítono Mário Redondo

08 janeiro 2009

Último concerto da temporada

Concerto de Ano Novo, pelo Grupo Vocal Arsis, sexta-feira, 9 de Janeiro, pelas 21h00, no Centro Cultural de Cascais.

02 janeiro 2009

Concertos de Natal / Ano Novo em Lisboa



Dia 4 de Janeiro, na Igreja de Santo Eugénio, no Bairro da Encarnação, em Lisboa, pelas 16h00.
No dia seguinte, pelas 18h30, na Biblioteca Nacional.
Ambos com entrada livre.

02 dezembro 2008

Concerto de Natal

Cartaz: fotografia e concepção de Fabrice Ziegler. Eu estou na foto mas não digo onde...

O Grupo Vocal Arsis vai realizar o seu primeiro concerto desta temporada no dia 6, Sábado, pelas 22h00, na Fábrica Braço de Prata.

04 setembro 2008

América Antiga (2)

Em complemento ao post anterior, sugiro a primeira audição moderna da ária Beatissimae Virginis, dos Responsórios da Imaculada Conceição (a 4 vozes e orquestra) de Marcos Portugal, executados a partir dos manuscritos existentes na Área de Música da Biblioteca Nacional de Portugal. O maestro Ricardo Bernardes esteve em Lisboa, este Verão, a consultar e copiar estes manuscritos e a 27 de Agosto já estava em Washington a executar a obra. Um exemplo a seguir!

02 setembro 2008

America Antiga

Recomendo vivamente aos visitantes da Biblioteca de Jacinto o canal Americantiga criado recentemente pelo musicólogo e maestro brasileiro Ricardo Bernardes. Uma oportunidade para ter um primeiro contacto com a música de compositores portugueses e luso-brasileiros da transição do séc. 18 para o séc. 19: Marcos Portugal (Lisboa, 1762 — Rio de Janeiro, 1830), António Leal Moreira (Abrantes, 1758 – Lisboa, 1819) e Pe. José Maurício Nunes Garcia (Rio de Janeiro, 1767 – 1830).
A seu tempo, outros serão incluídos.
As gravações são amadoras mas, neste caso, isso é o menos importante.
A não perder.

11 julho 2008

Modinhas do tempo de D. João VI

«O cravista Mário Trilha e a soprano Isabel Alcobia gravaram em CD modinhas, tocatas e sonatas que se escutavam na Corte de D. João VI e Carlota Joaquina no Brasil.
«João Cordeiro da Silva, João de Sousa Carvalho, José Maurício, Marcos Portugal, David Perez, Corricelli, António Leal Moreira e José Nunes Garcia foram os compositores escolhidos para CD, intitulado "Música para D. João VI e D. Carlota".

«O álbum, editado pela Numérica, foi gravado na Sala de Lavor do Museu Regional de Aveiro "por as suas características se aproximarem das existentes na época: sala de talha de madeira dourada". Para Mário Trilha, que utilizou um instrumento cópia de um cravo Blanchet de 1733, "estas características são essenciais, pois reflectem-se na acústica e aproxima-nos do som da época".

«Alguns dos temas escolhidos foram gravados pela primeira vez, casos da tocata em dó maior de Cordeiro da Silva "Dona Maria Anna de Portugal", dedicada à irmã do Rei. Trilha salientou que "este excelente compositor, que viveu entre 1735 e 1808, é ainda muito pouco conhecido" e dele se gravaram também pela primeira vez 12 minuetos.

«Também gravada pela primeira vez foi a única modinha conhecida de Corricelli, "Moda nova d`hum ingrato abandonada". Corricelli, um compositor pouco conhecido, terá visitado Lisboa na década de 1790.
«Entre as várias modinhas gravadas, uma em particular, "pela sua natureza, pode ser escutada como um antepassado do moderno fado". Trata-se de "Que fiz eu a natureza?" de José Maurício, também registada pela primeira vez.

MAURÍCIO, José - Que fiz eu à natureza. In: Jornal de Modinhas, A. 4, n.º 7 (Biblioteca Nacional, M.P.P. 119//7 V.)

«O CD inclui ainda uma tocata de David Perez, o compositor escolhido para inaugurar a Real Ópera do Tejo, no reinado de D. José, com "Alessandro nelle Indie".


«Uma das fontes musicais utilizadas por Mário Trilha foi o Jornal das Modinhas, cujas cópias estão depositadas na Biblioteca Nacional de Lisboa. Desta biblioteca foram também utilizadas cópias de manuscritos. Relativamente às peças do padre José Maurício Nunes Garcia, "Fantazia 4º" e "Lição 5º", foram utilizadas cópias do original depositado na Biblioteca da Escola de Música da Universidade Federal Rio de Janeiro.

«Mário Trilha é diplomado em piano pela Universidade de Música do Rio de Janeiro e concluiu em 1999 o mestrado como instrumentista de cravo na Hochschule für Musik Karlsruhe. Frequentou em 2000 o curso de cravo dirigido por Olivier Blaumont no Conservatório de Rueil-Malmaison (Paris), tendo obtido a Medalha de Ouro por unanimidade.

«Isabel Alcobia estudou no Conservatório de Lisboa e como bolseira do Governo de Espanha na Escola Superior de canto, em Madrid. A soprano tem actuado em vários palcos internacionais, apresentando-se tanto como solista como integrando elencos operáticos. Venceu os concursos de canto de Cleveland International Einsteddfod em Inglaterra e do Three Arts Scholarship de Cincinnati (Ohio).»

(Fonte: Lusa/RTP)

03 janeiro 2008

Concerto do Arsis


O Grupo Vocal Arsis vai actuar em Lisboa, na Igreja de Santa Catarina do Monte Sinai (Calçada do Combro), este Sábado às 9 da noite. Já comecei a afinar a voz.

11 julho 2007

Una voce poco fa

ROSSINI, Gioacchino - Il barbiere di Siviglia. Ária «Una voce poco fa».

Às vezes, tenho o supremo azar de ouvir de manhã uma daquelas músicas que se agarram ao ouvido com unhas e dentes. Passo depois o dia a cantarolar coisas horrorosas (mas que têm honras de TSF, deve ser do sotaque brasileiro, se fossem portuguesas só passavam em rádios locais) como "o que eu gosto é de rosas" ou "eu não sei parar de te olhar". É uma coisa invasiva e insuportável.
Nos últimos dias, pelo contrário, ando a cantarolar incessantemente, com gargarejos e tudo, Una voce poco fa. Não sei que me deu "foi feitiço talvez". Deve ser um sinal: «Tens de postar isto... tens de postar isto...».
Aqui vai, numa versão que eu desconhecia, por uma senhora que nunca me foi apresentada: Ewa Podleś. Gostei.

21 maio 2007

Adeus, Viseu, até ao meu regresso!

Aqui, n'A biblioteca de Jacinto, não há pressas. Tudo se faz muuuuito devagar...
Por isso, um dia destes, sem pressas, hei-de mostrar umas imagens do concerto do Grupo Vocal Arsis, em Viseu. Preciso de passar as imagens, seleccioná-las e decidir qual ou quais ponho aqui à vista de todos.
Até lá, saibam apenas que correu muito bem, o público aderiu, os jovens actores que nos acompanharam nos papéis de Camilo Castelo-Branco e Ana Plácido, fizeram um belíssimo trabalho e foi uma noite muito agradável no Museu Grão Vasco. O meu mais sincero agradecimento à Direcção do Museu que nos acolheu com simpatia e verdadeiro luxo, no "cinco estrelas" Montebelo e no restaurante Cortiço onde nos serviram um maravilhoso menu com especialidades regionais.
Vontade de regressar a Lisboa, essa é que mais faltou...

18 maio 2007

Concerto Arsis no Museu Grão Vasco

O Grupo Vocal Arsis vai actuar em Viseu, no Museu Grão Vasco, este Sábado às 10 da noite. Será um concerto muito interessante, no espaço do Museu, com percurso pelos dois pisos. O programa inclui Monteverdi, Morales, Francisco Martins, Pedro de Cristo, Elgar, Mendelssohn e Brahms.
Vai valer a pena!