Não tenho escrito nada nos últimos dias porque andei muito ocupada a preparar a minha festa de anos e, depois, a descansar da minha festa de anos.
Por isso, só hoje posso vir anunciar solenemente que passei a barreira mais temida das mulheres de todo o mundo e arredores. Os QUARENTA!
Quarenta é uma palavra tremenda.
Quarenta anos passou o povo eleito no deserto.
Quarenta dias jejuou Jesus Cristo.
Quarenta dias, também, tem a quaresma.
Quando se tem uma doença contagiosa fica-se de quarentena.
Também me lembro de um filme (provavelmente pouco recomendável) que esteve em cartaz quando eu tinha uns oito anos e que se chamava "Quarenta, idade perigosa".
Aos quarenta é-se quarentona, o que rima com matrona e maratona (que tem... quarenta quilómetros).
Decididamente, queira-se ou não, quarenta tem um peso muito grande.
E há duas atitudes possíveis perante tal bicho-papão. Fingir que não se vê ou pegá-lo de frente.
Optei pela segunda atitude.
Pronto. Havia de chegar o dia. Já chegou. Já passou. Já tenho quarenta anos e três dias.
Entrei na ternura dos quarenta...