Aviso: na biblioteca de Jacinto não se aplicará o novo Acordo Ortográfico.

08 agosto 2008

Assalto ao BES de Campolide

Não é todos os dias que se tem Hollywood a 700m da porta de casa!
Dirigi-me para o local do crime de Olympus em punho, na esperança, sei lá, de dar de caras com o George Clooney e o Brad Pitt... ou de ver cá fora o Gene Hackman a negociar com os bandidos. Mas népia. A realidade não é bonita nem empolgante.
Já agora, a minha vénia para o impecável trabalho da Polícia cujos agentes devem ter passado algumas das horas mais difíceis das suas carreiras - em particular, o atirador cujos sangue-frio e pontaria permitiram evitar uma tragédia. Não consigo sequer imaginar o que pode ter sentido, momentos antes do disparo, sabendo que um erro milimétrico poderia custar vidas inocentes.
Quanto aos bandidos, sei que não é politicamente correcto dizê-lo, mas não tenho pena nenhuma deles.

As fotos, essas, são o que se podem arranjar...









Preparando a reportagem

Ditando a reportagem





Um telemóvel não chega...




Será que fiquei bem?...










Directo!

Impasse...



O pior já passou...



É a isto que se chama trabalhar por objectivas...

28 julho 2008

Fotografias da Biblioteca de Arte da FCG

Desde o dia 22, a Biblioteca de Arte da Fundação Calouste Gulbenkian começou a divulgar as suas colecções de fotografia no FLICKR.
Das 180 colecções de fotografias (algumas com milhares de fotos) sobre artes visuais em Portugal, a Biblioteca divulgará as que não estejam protegidas por direitos de autor ou direitos conexos.
Agradeço ao Paulo Leitão esta informação que divulgo com todo o gosto e com um aplauso pela iniciativa.

A minha preferência vai para a colecção Estúdio Mário Novais e, em especial, para os álbuns Cinemas de Lisboa, Transportes marítimos, Gare Marítima de Alcântara e Rocha do Conde de Óbidos e Exposição do Mundo Português (1940).

APOSTILA (em 29 de Julho): o site está a ser permanentemente actualizado. Desde que escrevi este post já foram acrescentados novos álbuns, dos quais destaco os das Casas comerciais e o da Igreja de Nossa Senhora de Fátima. Excelentes!

21 julho 2008

Modernices de linguagem: Deletar

Esta é uma modernice de linguagem que, felizmente, ainda não se vulgarizou na forma escrita, pelo menos deste lado do Atlântico. Na linguagem oral, porém, é cada vez mais usada.
Na origem da tecla "Del" está a palavra deleatur (do latim, apague-se)

símbolo de revisão tipográfica usado para indicar a supressão de uma palavra ou frase.
Deleatur é a 3ª pessoa do singular do presente do conjuntivo passivo do verbo latino deleo, que significa suprimir, destruir, apagar (Houaiss).
Quem não conhece a famosa frase (digna do Irão no seu melhor) Delenda Carthago! (Cartago tem de ser eliminada!) com a qual Catão terminava todos os seus discursos?

O mais curioso é que as pessoas que dizem "deletar" desconhecem que existe uma forma portuguesa para a palavrinha abreviada na tecla "Del" do teclado do seu computador: o inglês delete pode (e, no meu entender, deve) ser traduzido por "delir" (Houaiss).

Vá lá, não custa nada. Tem menos letras, é mais rápido de dizer e é português do melhor.

Conjugação do verbo delir.

18 julho 2008

Raginis para o fim-de-semana

TAGORE, Sourindro Mohun - Fifty stanzas in sañskrita. Calcutta : I.C. Bose & Co., 1875. Sânscrito e notação musical hindu (Biblioteca Nacional, C.N. 710 V.)

16 julho 2008

General Boum

Aqui pela biblioteca de Jacinto aparecem, de quando em quando, umas personagens dignas de nota. Este é o meu querido amigo, General Boum.

GARCÍA VILAMALA, Francisco - General Boum : tango para piano. Personagem da opereta de Offenbach "La Grande-Duchesse de Gérolstein" (Biblioteca Nacional, C.N. 132 A.)

11 julho 2008

Modinhas do tempo de D. João VI

«O cravista Mário Trilha e a soprano Isabel Alcobia gravaram em CD modinhas, tocatas e sonatas que se escutavam na Corte de D. João VI e Carlota Joaquina no Brasil.
«João Cordeiro da Silva, João de Sousa Carvalho, José Maurício, Marcos Portugal, David Perez, Corricelli, António Leal Moreira e José Nunes Garcia foram os compositores escolhidos para CD, intitulado "Música para D. João VI e D. Carlota".

«O álbum, editado pela Numérica, foi gravado na Sala de Lavor do Museu Regional de Aveiro "por as suas características se aproximarem das existentes na época: sala de talha de madeira dourada". Para Mário Trilha, que utilizou um instrumento cópia de um cravo Blanchet de 1733, "estas características são essenciais, pois reflectem-se na acústica e aproxima-nos do som da época".

«Alguns dos temas escolhidos foram gravados pela primeira vez, casos da tocata em dó maior de Cordeiro da Silva "Dona Maria Anna de Portugal", dedicada à irmã do Rei. Trilha salientou que "este excelente compositor, que viveu entre 1735 e 1808, é ainda muito pouco conhecido" e dele se gravaram também pela primeira vez 12 minuetos.

«Também gravada pela primeira vez foi a única modinha conhecida de Corricelli, "Moda nova d`hum ingrato abandonada". Corricelli, um compositor pouco conhecido, terá visitado Lisboa na década de 1790.
«Entre as várias modinhas gravadas, uma em particular, "pela sua natureza, pode ser escutada como um antepassado do moderno fado". Trata-se de "Que fiz eu a natureza?" de José Maurício, também registada pela primeira vez.

MAURÍCIO, José - Que fiz eu à natureza. In: Jornal de Modinhas, A. 4, n.º 7 (Biblioteca Nacional, M.P.P. 119//7 V.)

«O CD inclui ainda uma tocata de David Perez, o compositor escolhido para inaugurar a Real Ópera do Tejo, no reinado de D. José, com "Alessandro nelle Indie".


«Uma das fontes musicais utilizadas por Mário Trilha foi o Jornal das Modinhas, cujas cópias estão depositadas na Biblioteca Nacional de Lisboa. Desta biblioteca foram também utilizadas cópias de manuscritos. Relativamente às peças do padre José Maurício Nunes Garcia, "Fantazia 4º" e "Lição 5º", foram utilizadas cópias do original depositado na Biblioteca da Escola de Música da Universidade Federal Rio de Janeiro.

«Mário Trilha é diplomado em piano pela Universidade de Música do Rio de Janeiro e concluiu em 1999 o mestrado como instrumentista de cravo na Hochschule für Musik Karlsruhe. Frequentou em 2000 o curso de cravo dirigido por Olivier Blaumont no Conservatório de Rueil-Malmaison (Paris), tendo obtido a Medalha de Ouro por unanimidade.

«Isabel Alcobia estudou no Conservatório de Lisboa e como bolseira do Governo de Espanha na Escola Superior de canto, em Madrid. A soprano tem actuado em vários palcos internacionais, apresentando-se tanto como solista como integrando elencos operáticos. Venceu os concursos de canto de Cleveland International Einsteddfod em Inglaterra e do Three Arts Scholarship de Cincinnati (Ohio).»

(Fonte: Lusa/RTP)

04 julho 2008

Olhares (2)

Já devem ter reparado que, nos últimos quatro meses, tenho sentido alguma dificuldade em exprimir-me por palavras. Quem visita habitualmente a Biblioteca de Jacinto sabe o que aconteceu há quatro meses e compreende. As palavras não têm sido generosas para mim, têm-me faltado, falhado, fugido.
Ultimamente, sinto-me mais confortável sem as palavras. Prefiro as imagens. E os meus amigos, que não me têm abandonado e têm batido à porta desta biblioteca com uma perseverança discreta e confiante, merecem um sinal de que vou estando viva... mais ou menos.
Por isso, aqui vos deixo algumas das minhas inclusões em Olhares.com





20 junho 2008

Solstício de Verão

Esta é a noite mais curta do ano, no Hemisfério Norte: à meia noite e cinquenta e nove do dia 21 de Junho é o Solstício de Verão.

A palavra Solstício tem a sua etimologia no latim solstitium que, por sua vez, deriva do substantivo sol - Sol - e do verbo stare - estar de pé ou estar imóvel (Dic. Houaiss). O Solstício (de Verão ou de Inverno) é o dia em que o Sol "pára", ou seja, o dia em que, no seu movimento aparente, atinge o ponto mais distante do Equador para Norte (Trópico de Câncer) ou para Sul (Trópico de Capricórnio) e já não avança mais começando, a partir daí, a recuar de novo.

No dia do Solstício de Verão o Sol nasce e põe-se mais a Norte na linha do horizonte, atinge o seu ponto mais alto ao Meio-Dia (solar, entenda-se, porque as horas dos nossos relógios são sintéticas) hora a que as sombras são as mais curtas de todo o ano.

No Círculo Polar Ártico (66º33'39'') esta noite o Sol vai flutuar magicamente sobre a linha do horizonte e descolar de novo. Nunca vi o Sol da Meia-Noite mas espero não morrer antes de ver. Ao vivo. Até lá, fico-me pelas fotos que há na net...

Imagem tirada daqui.

19 junho 2008

Olhares

Abri há dias um espaço de fotografia no site Olhares.com
Estou a inserir lá as minhas melhores fotos desde que comprei a máquina digital. Todas as visitas e comentários são bem vindos.

08 junho 2008

05 junho 2008

Sons da Terra: Centro de Música Tradicional

Durante as férias visitámos o Centro de Música Tradicional Sons da Terra, em Sendim.
Estivémos à conversa com o Mário Correia, mentor do projecto e também o dinamizador do já muito concorrido Festival Intercéltico de Sendim. Um projecto absolutamente admirável, um trabalho infindo: o Centro reúne milhares de horas de registos sonoros de recolhas nas aldeias, parte delas já editadas em numerosos CD mas fora da circulação comercial em Lisboa. Reúne ainda dossiers de trabalho e fotografias antigas e actuais naquilo que é, na prática, um verdadeiro centro de estudos de música popular como deveria haver, pelo resto do país, a funcionar no limite das suas capacidades financeiras e logísticas.
Para mim, enquanto bibliotecária de música e enquanto docente numa pós-graduação em Estudos de Música Popular, esta visita e esta conversa foram fascinantes. Só tenho pena de ter sido tão fugaz a minha passagem por Sendim.

Para mais informação, visite-se o site da Associação Gaita de Foles de onde extraí este texto de apresentação:

«O Centro de Música Tradicional Sons da Terra, criado no início do ano de 2002 em Sendim, avança a passos largos na promoção da cultura tradicional do nordeste transmontano do nosso país.
«Este centro foi criado pela Sons da Terra, tendo em vista a responder às necessidades das entidades e pessoas individuais que actuam na promoção e investigação da música tradicional no nordeste transmontano do nosso país - e que agora podem encontrar neste local um conjunto de estruturas, estratégias e materiais para obter um melhor enquadramento.
«O Centro de Música Tradicional tem na mira um vasto leque de actividades, que vão desde os cursos e a formação, passando pela organização de festivais, colóquios, conferências e concertos - sendo, contudo, uma das suas principais vocações o tratamento, catalogação e disponibilização de recolhas sobre as tradições transmontanas, através de um conjunto muito alargado de materiais (sons, filmes e documentação variada).»

03 junho 2008

Férias: crónica visual (5)

29-05-2008

Pontes sobre o Rio Vouga







Vouzela

202...

São Pedro do Sul

OCTIENS: exposição de fotografia de Teresa Huertas

«Em OCTIENS, Teresa Huertas agiu sobre um cálice emprestado por um padre e que esteve durante anos na Igreja de um hospital. O exercício resultou de uma sessão fotográfica dentro do Hospital do Convento de Cristo onde a obra já esteve exposta em sala de tecto octogonal do edifício do Hospital. O cálice é um receptor-contentor…» (fonte: Biblioteca Municipal D. Dinis)

Dia 5 de Junho: 18h00 - Inauguração da exposição, apresentação do trabalho pela autora Teresa Huertas.
18h30 - Palestra "A Luz do Graal" pelo Dr. Pedro Teixeira da Mota.

19h00 - Actuação do Grupo Vocal Arsis dirigido pelo maestro Paulo Brandão.

A exposição estará patente até 28 de Junho.

29 maio 2008

Férias: crónica visual (4)

28-05-2008

Romeu (Mirandela)





Chaves




27-05-2008

Baçal (Bragança)




Rio de Onor (Bragança)







Puebla de Sanabria (Zamora, Espanha)


Vinhais

Um assador de castanhas improvável

Uma figueira improvável.

26-05-2008

Dia de chuva, todo em Bragança


(Foto de Jorge Afonso)


25-05-2008

Parque biológico de Vinhais

Giestas (Foto de Jorge Afonso)



Rio Rabaçal
(Fotos de Jorge Afonso)