Aviso: na biblioteca de Jacinto não se aplicará o novo Acordo Ortográfico.

29 abril 2010

Revista Glosas

Hoje, quinta-feira, pelas 21h, no Salão Nobre do Conservatório Nacional (Rua dos Caetanos, 29, no Bairro Alto em Lisboa), o MPMP, movimento patrimonial pela música portuguesa, faz a sua apresentação oficial ao mesmo tempo que lança a revista 'glosas'.

Na biblioteca de Jacinto estamos entusiasmados e não poderemos faltar a este acontecimento. Cada número custa 3€ mas vale muito mais: vale a divulgação merecida do património musical português.
Amanhã, o primeiro número da Glosas - dedicado ao polémico (ui! ponham "polémico" nisso!) maestro e compositor Ruy Coelho - já estará nas mãos da bibliotecária de Jacinto.

22 abril 2010

Igreja da Pena, Torel e Elevador do Lavra

Um passeio pela Lisboa Romântica, a pretexto do próximo concerto do Grupo Vocal Arsis (Igreja da Pena (Lisboa), 25 de Abril, 16h00).


(Foto tirada daqui)

«Na ligação do Campo dos Mártires da Pátria com o Rossio pela íngreme Calçada de Santana encontra-se a Igreja da pena, sede de paróquia, criada em 1570 pelo Cardeal D. Henrique no convento de Santana. Foi concluída em 1705 e teve elegante fachada ladeada por uma torre. Interior de uma só nave com pinturas de Pedro Alexandrino, bela obra de talha, bom quadro alegórico de N.ª Sr.ª da Pena e óptima imagem de S. Sebastião na capela deste santo».
(Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira)

«O novo templo era muito vasto e elegante, construido de boa cantaria, tendo os altares adornados de bellos trabalhos de talha. [...] O interior da egreja é vistoso, vendo-se as paredes adornadas de diversos paineis sobre assumptos religiosos; no tecto admira-se uma pintura valiosa, em perspectiva, trabalho de Pedro Alexandrino de Carvalho; é um grande quadro allegorico dedicado á Senhora da Pena. Tem dois púlpitos de pedra, de fórma elegante, com ornato de grande valor atístico. A capella-mor é toda guarnecida de talha dourada, trabalho delicado, vendo-se sobre o altar a imagem da padroeira. [...] No côro, que é espaçoso, está o órgão, de excellentes vozes. [...] A festa do orago realisa-se no dia de Nossa Senhora dos Prazeres, na segunda feira seguinte ao domingo de Paschoela».
(Portugal: diccionario historico, chorographico, biographico, bibliographico, heraldico, numismatico e artistico)




Recomendamos ir cedo para aproveitar um passeio por um dos jardins mais bonitos e menos conhecidos de Lisboa: o Jardim do Torel.


(Imagem tirada daqui)


(Imagem tirada daqui)

Depois do concerto, um café na associação Xuventude de Galicia...



E finalmente, ao caír da tarde, descer pelo Elevador do Lavra para jantar num dos animados restaurantes da Rua das Portas de Santo Antão.


(Imagem tirada daqui)

Uma tarde muito bem passada!
MCA

14 abril 2010

Concerto do Grupo Vocal Arsis na Biblioteca Nacional de Portugal


Pela terceira vez a Biblioteca Nacional acolhe o Grupo Vocal Arsis, desta vez para um concerto sacro constituído exclusivamente por música de compositores portugueses dos séculos XVI e XVII.

Os visitantes da biblioteca de Jacinto são convidados a assistir com a promessa de que não irão dar por perdido o seu tempo.

09 abril 2010

Grupo Vocal Arsis - concerto em Alenquer

O Grupo Vocal Arsis apresenta amanhã, pelas 21:30, na Igreja do Espírito Santo, em Alenquer, um concerto sacro integrado nas seculares Festas do Império do Divino Espírito Santo.

O programa é idêntico ao do concerto na Igreja de Santa Catarina, exclusivamente constituído por música de compositores portugueses dos séculos 16 e 17.

08 abril 2010

Blogue do Grupo Vocal Arsis

Caríssimos visitantes da biblioteca de Jacinto, o Grupo Vocal Arsis, que muito me honra aceitando-me como coralista, já tem um blogue que a todos convido a visitarem.

05 abril 2010

Festas do Império do Divino Espírito Santo, em Alenquer

«Renascidas em 2007, após longos meses de adormecimento, as festas do Império do Divino Espírito Santo voltam, este ano, a destacar-se no calendário das realizações religiosas e culturais da vila “Presépio de Portugal”. A edição de 2010 é dedicada aos Açores, prestando assim Alenquer homenagem ao povo açoriano que tem contribuído para a divulgação do culto. Do programa vão constar as largadas de touros à corda, com a colaboração dos especialistas açorianos e um restaurante alenquerense vai dedicar o fim-de-semana de 22 e 23 de Maio à gastronomia açoriana. As festas são uma iniciativa da Câmara Municipal, das Paróquias de Alenquer e da Santa Casa da Misericórdia.» (Fonte: Tinta Fresca)

04-04-2010 - Domingo de Páscoa

12:00 Missa Solene da Páscoa iniciando-se com a Procissão das Insígnias do Espírito Santo para a Igreja de São Francisco
Igreja da Misericórdia

10-04-2010 - Sábado

21:30 Grupo Vocal ARSIS
Igreja do Espírito Santo

11-04-2010 - Domingo

15:00 Festa da Solidariedade “O Espírito sopra onde quer”
Jardim Vaz Monteiro

17-04-2010 - Sábado

21:30 Coro do Laboratório Nacional Engenharia Civil
Igreja do Espírito Santo

18-04-2010 - Domingo

15:00 Festa da Solidariedade “O Espírito sopra onde quer”
Jardim Vaz Monteiro

24-04-2010 - Sábado

21:30 Coro Polifónico de Cascais
Igreja do Espírito Santo

01-05-2010 - Sábado

21:30 Coro Polifónico Jubilare
Igreja do Espírito Santo

02-05-2010 - Domingo

16:00 Conferência “Toirada à Corda, Origem e Tradição"
Apresentação das Actas do Colóquio de 2009
(Encontro numa Tarde de Domingo)
Museu João Mário

17:00 Festa da Solidariedade “O Espírito sopra onde quer”
Jardim Vaz Monteiro

08-05-2010 - Sábado

21:30 Grupo Coral “ARS Música”
Igreja do Espírito Santo

09-05-2010 - Domingo

15:00 Festa da Solidariedade “O Espírito sopra onde quer”
Jardim Vaz Monteiro

22-05-2010 - Sábado

12:30 Gastronomia dos Açores
Restaurante D. Nuno

14:30 Documentário “Em Nome do Divino. Açores”
Auditório Damião de Góis

16:00 Toirada à Corda
Largo do Espírito Santo

21:30 Festa da Luz e Vigília de Pentecostes
Igreja do Espírito Santo

23-05-2010 - Domingo de Pentecostes

12:30 Gastronomia dos Açores
Restaurante D. Nuno, 12:30

15:00 Missa Solene da Festa do Império do Divino Espírito Santo sob a presidência do senhor D. Tomaz da Silva Nunes, Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa
Igreja de São Francisco

18:00 Procissão do Espírito Santo
Igreja de São Francisco para o Largo do Espírito Santo

16:30 Bodo - Folia com Tocadores dos Açores, Vida Activa e Vindimeiros
Jardim Vaz Monteiro

25 março 2010

Fonoteca Nacional: quando, onde, como?

Tem-se falado muito (nos meios que se interessam por estas coisas, claro) na criação de uma Fonoteca Nacional. Tem-se falado mais disso agora porque a Senhora Ministra da Cultura anunciou a sua criação no final do ano transacto, como cumprimento de um dos pontos do Programa de Governo para a área da Cultura.
Devo dizer que tal instituição só peca por tardia e só me surpreende que tal não tenha sido anunciado há mais tempo: e "há mais tempo" não quer dizer no governo anterior, quer dizer há décadas. Se a fundação da Real Biblioteca Pública da Corte (hoje, Biblioteca Nacional de Portugal), em 1796, pela Rainha D. Maria I, dista mais de três séculos desde a invenção de Gutenberg, já parecia que teríamos de esperar outro tanto, desde a invenção Thomas Edison, para a criação de uma Fonoteca Nacional.
Alvíssaras, parece que, afinal, não temos de esperar tanto.

No entanto, como tem sido habitual nas políticas culturais deste país, pelo menos desde que vivemos em Democracia (outros contextos implicam outras avaliações), as coisas são pensadas para o imediato, mesmo quando vêm embrulhadas numa aparente "visão de futuro".

Esta minha reflexão decorre da entrevista que ouvi hoje, na Antena 2, à Senhora Ministra da Cultura, a pianista Gabriela Canavilhas, onde ela, entre outras coisas, admitia que a Fonoteca Nacional viesse a depender - ou ficar associada, não percebi bem - ao Museu da Música.

Uma Fonoteca Nacional é uma coisa demasiado grande, demasiado séria e demasiado perene para ser criada sem uma grande reflexão prévia porque os erros pagam-se caros e prolongam-se no tempo de forma irreversível.

Em primeiro lugar, é preciso saber o que se pretende que seja a Fonoteca Nacional. Não se pode ficar pela conversa de café, pelo senso comum.
Do que se fala, afinal, quando se fala de uma Fonoteca Nacional?
De um equivalente à Biblioteca Nacional para discos e cassetes, uma instituição que recebe o Depósito Legal dos fonogramas?
De um equivalente ao Arquivo Nacional das Imagens em Movimento mas para registos sonoros de arquivo?
De um misto das duas, uma instituição patrimonial que reúna, em simultâneo, as funções de fonoteca (literalmente, colecção de registos sonoros) e de arquivo sonoro?

Em qualquer dos casos, tal instituição terá de ter uma autonomia institucional equivalente à da Biblioteca Nacional e à da Torre do Tombo.

Em ambos os casos, ainda, a sua organização terá de obedecer a princípios técnicos biblioteconómicos e arquivísticos, no que diz respeito ao desenvolvimento das colecções, ao tratamento documental e à gestão da informação. Nunca a princípios técnicos museológicos.

Outras questões se colocam:

Tal Fonoteca Nacional conterá apenas os registos sonoros de música ou abrangerá todo o património sonoro português?

Em qualquer dos casos, quem recolherá os audio-livros? A Fonoteca Nacional ou a Biblioteca Nacional?

Se a Fonoteca Nacional tiver também a função de Arquivo Nacional de Som (com funções equivalentes à Torre do Tombo), recolherá os registos oficiais das instituições públicas, por exemplo, os da Assembleia da República?
Como se evitará o desmembramento dos fundos?
Ou recolhe uns e outros não? A selecção fica sujeita a que critérios?
Poderá esta instituição recolher em depósito ou em incorporação, o Arquivo Sonoro da Emissora Nacional?

Finalmente, a questão onde todas as porcas torcem o rabo:

E o pessoal técnico? Vem de onde, se todos os ministérios e instituições públicas estão a reduzir pessoal e os que estão já não chegam para as necessidades?
Vêm de fora, então? Novos funcionários públicos?
E que formação lhes vai ser exigida, agora que foram extintas as carreiras técnicas superiores de Arquivo e de Biblioteca e Documentação?

Não tenho respostas e duvido que alguém seja tão iluminado que as tenha, pelo menos para todas estas questões.
Espero que a Fonoteca Nacional seja criada, sim, mas depois de haver respostas para estas e outras questões. E espero que quem decide se lembre de perguntar a quem sabe.

24 março 2010

Concerto de Quaresma pelo Grupo Vocal Arsis

O Grupo Vocal Arsis inicia amanhã, na Igreja de Santa Catarina, em Lisboa, o ciclo de concertos sacros desta temporada de Quaresma/Páscoa.

O programa é exclusivamente constituído por música de compositores portugueses dos séculos 16 e 17.

Pedro de Gamboa, 1563?-1638

Sacerdote e compositor português, não se conhece o local do seu nascimento. Frade menor na paróquia de S. Paio de Arcos, em Arcos de Valdevez, foi ordenado presbítero em 1585. Terá então sucedido a Baltazar Vieira como mestre de capela na Sé de Braga. Manteve este lugar até cerca de 1591, quando se retirou para a freguesia de S. Salvador de Bente, perto de Braga, onde ficou até ao fim da vida.

Miserere nostri, Domine
Estrofes 20 e 30 do hino Te Deum laudamus

A peça Miserere nostri, Domine foi transcrita por João Pedro d’Alvarenga do manuscrito existente na Biblioteca Pública Municipal do Porto.

Estêvão Lopes Morago, 1570-1630

Nascido em Vallecas, perto de Madrid, Estebán Lopez veio ainda criança para Portugal onde passou toda a vida. Estudou música em Évora onde foi menino de coro e onde fez toda a sua formação, no Colégio dos Jesuítas. Foi mestre de capela da Sé de Viseu de 1599 a 1628.

Oculi mei
Introitus da Missa do 3º Domingo da Quaresma (Salmo 25(24):15-16)

Domine, ne memineris
Tractus da Missa de Quarta-Feira de Cinzas (Salmo 79(78):8)

Ambas as peças executadas neste concerto foram transcritas por Manuel Joaquim dos manuscritos provenientes da Sé de Viseu, sendo de assinalar que Oculi mei foi a primeira peça deste compositor a ter audição moderna, em 1941, sob a direcção de Mário de Sampayo Ribeiro.

Francisco Martins, 1617-1680

Nascido em Évora, iniciou a sua formação musical em 1626 ou 1627, como menino de coro no Colégio da Sé de Évora. Em 1647 já era Padre e Mestre de Capela da Sé de Elvas, aí permanecendo toda a vida. Os manuscritos das suas obras encontram-se na Biblioteca Municipal de Elvas.

Tenebrae factae sunt
Responsório das Matinas de Sexta-Feira Santa (Mat. 27:46)

Tristis est anima mea
Responsório do Nocturno de Quinta-Feira Santa (Mat. 26:38)

As peças excutadas foram transcritas por Mário Sampayo Ribeiro.

Diogo Dias Melgás, 1638-1700

Nascido em Cuba do Alentejo, iniciou os seus estudos musicais como menino de coro no Colégio da Sé de Évora, provavelmente em 1647. Aluno do Padre Bento Nunes Pegado, sucedeu-lhe no cargo de Mestre da Claustra, em 1663. Sucedeu a António Rodrigues Vilalva, no cargo de Mestre de Capela, em 1678. Teve de abandonar o lugar quando cegou, em 1697.

Ille homo
Antífona de quarta-feira depois do quarto Domingo da Quaresma (Jo. 9:11)

Salve Regina
Antífona das Completas de Domingo

D. João IV, Rei de Portugal, 1604-1656

Adjuva nos Deus
Tractus da Missa de Quarta-Feira de Cinzas (Salmo 79(78):9)


23 março 2010

Declaração

Tendo sido criada no Conselho Nacional de Cultura uma secção de Tauromaquia e sendo a tourada, portanto, oficialmente e para todos os efeitos, considerada, neste país, Cultura venho por este meio declarar-me, oficiosamente e para os devidos efeitos, INCULTA.


18 março 2010

Tarde de mais.

Pedidos de saída da Função Pública duplicaram em Janeiro e Fevereiro - Economia - PUBLICO.PT

Saem dois, entra um. Saem três, entra um. Até onde é que isto vai?
Anos de redução de funcionários públicos. Anos em que, quem sai, não é substituído. Anos sem entrar ninguém. Anos em que, quem está, não tem a quem passar a informação. Perdas irreparáveis no "saber fazer" que levou gerações a construir. Ninguém vê isto, ninguém percebe isto. Um dia vão perceber, quando for demasiado tarde para corrigir o mal feito. Deixar que o conhecimento se perca por incuria equivale a derrubar uma floresta de sobreiros. De nada serve plantar outros logo a seguir pois os sobreiros levam 80 anos a crescer...
Quando falo de conhecimento refiro-me àquele conhecimento que, sendo técnico, não se aprende em curso nenhum mas apenas ao longo da vida, em contacto com o trabalho do dia-a-dia. É um conhecimento que não pode ser explicitado, mesmo que se queira. Nem tudo se pode reduzir a regras. Muito deste conhecimento tem a ver com intuição, uma intuição desenvolvida e apurada pela experiência. Não há como escrever isso.
Isso acontece nas bibliotecas mas também nos museus, nos centros de investigação, nos hospitais. É um conhecimento que pode ser parcialmente transmitido quando há continuidade geracional, quando as pessoas que estão perto da reforma já tiveram a oportunidade de transmitir o que sabem aos que estão agora a meio da carreira, ao longo de 10, 20, 30 anos de trabalho em conjunto e que estes, por sua vez, transmitem aos que vão chegando e que têm menos 10, 20 ou 30 anos. Se a diferença entre uma geração de trabalhadores e a seguinte for superior a 10 anos, não há tempo de transmitir esse conhecimento porque as diferentes gerações não coexistem durante tempo suficiente. E isto é irremediável.
Confesso: estou muito, muito pessimista.

10 março 2010

Encontro marcado

De tudo, ficaram três coisas:
A certeza de que estamos sempre a começar...
A certeza de que é preciso continuar...
A certeza de que seremos interrompidos antes de terminar...

Portanto, devemos:
Fazer da interrupção um caminho novo...
Da queda um passo de dança...
Do medo uma escada...
Do sonho uma ponte...
Da procura um encontro...

(Fernando Sabino - O Encontro Marcado)

25 fevereiro 2010

Ausência

Num deserto sem água
Numa noite sem lua
Num país sem nome
Ou numa terra nua

Por maior que seja o desespero
Nenhuma ausência é mais funda do que a tua.

(Sophia de Mello Breyner Andersen)

07 fevereiro 2010

Clara

Chamava-se Clara e nasceu nas margens do Neiva, lugar de Guilheta, na freguesia de São Paio de Antas (concelho de Esposende) em 7 de Fevereiro de 1900. Era minha avó.

(MALHOA, José, 1855-1933 - Clara [Óleo sobre tela], 1918)

03 fevereiro 2010

Efeméride pessoal

Não tenho tempo para escrever muito mas quero assinalar a data: comecei a trabalhar na Área de Música da Biblioteca Nacional há, precisamente, 18 anos, a primeira segunda-feira de Fevereiro de 1992. Nessa altura, não imaginava que ainda viria a ser a funcionária mais antiga. Acho que já faço parte da mobília, aliás, há cá mobília mais recente!
A Área de Música tinha apenas quatro meses e eu vinha pelo Programa de Inventário do Património Cultural Móvel, para trabalhar na colecção de Livros de Coro. Ainda hoje tenho um especial carinho por aqueles calhamaços.

Posso estar cada vez mais pelintra mas não trocava isto por um trabalho que detestasse e onde ganhasse muito dinheiro! (Estou a ficar sentimental, deve ser da idade...).


29 janeiro 2010

Moitos galegos quererían ser madrileños

Para os iberistas lerem. E pensarem um bocadinho...

Moitos galegos quererían ser madrileños, por Xosé henrique Costas

«"É falaz invocar o bilingüismo para non querer falar unha das linguas oficiais e querer elixir para non ter contacto co galego porque mancha", di o coordinador do estudo '55 mentiras sobre a lingua galega', que busca axudar a superar prexuizos sobre o idioma de Galicia.»


Ler mais aqui. Vale muito a pena ler os comentários dos leitores, para perceber melhor.

22 janeiro 2010

Enciclopédia da música em Portugal no século XX


Já tem lugar nas estantes da biblioteca de Jacinto o primeiro volume da «Enciclopédia da música em Portugal no século XX», lançada ontem em cerimónia que decorreu no Teatro de São Carlos.
Da frisa onde me sentei pude observar toda a música portuguesa, desde a pop à erudita música contemporânea, passando por aqueles que queimam as respectivas pestanas a estudar a música e os músicos em Portugal. Todos reunidos, os estudiosos e os objectos de estudo: a fauna, o David Attenborough e a Jane Goodall.





Foi uma bela cerimónia, o Professor Nery teve uma magnífica intevenção e a Senhora Ministra da Cultura também esteve muito bem exactamente porque... não falou como falam os ministros da cultura mas sim como cidadã e como música que se sentia peixe na água (estou muito virada para estas comparações biológicas...).
As intervenções musicais também foram muito boas, com a minha especial preferência (claro) para o Carlos do Carmo que cantou Ary dos Santos como só ele consegue.

Saí de lá com aquela pontinha de orgulho que se costuma sentir quando aqueles de quem gostamos fazem boa figura. E se aquela sala estava cheia de pessoas e de coisas de quem eu gosto!