Apesar de estar a dedicar mais tempo e espaço n'A biblioteca de Jacinto ao tema do aborto, não quero deixar passar uma polémica que está a decorrer, neste momento, no blogue do provedor do leitor do Público sobre um plágio particado pela jornalista Clara Barata, daquele diário e denunciado por um leitor.
Depois da Clara Pinto Correia ter sido apanhada a, digamos eufemisticamente, esquecer-se de mencionar a fonte, e agora esta Clara Barata fazer o mesmo, aviso desde já... eu sou Clara mas nada de confusões!
Os meus outros posts sobre o tema estão aqui em baixo:
Outro plágio desmascarado? II (25-10-2006). Outro plágio desmascarado? (24-10-2006). Plágio desmascarado (16-10-2006). De novo o plágio (7-10-2006). O plágio (20-09-2006).
11 janeiro 2007
As razões da escolha V
Os defensores do Sim à despenalização do aborto têm usado frequentemente como argumento que nenhuma mulher pratica um aborto de ânimo leve e que essa é, sempre, uma decisão difícil. Querem, com isto, dizer que uma mulher só faz um aborto se tiver razões muito fortes e se a isso fôr forçada pelas circunstâncias.
Ora esse argumento vira-se facilmente contra a legalização. Passo a explicar, dissecando o argumento:
Em primeiro lugar, se o aborto é sempre um acto difícil é porque é um acto condenado ou considerado indesejável pela nossa cultura. Não é uma verdade absoluta. É uma questão cultural tal como o é a pena de morte ou a eutanásia. Tem a ver com as nossas concepções de vida e de sociedade. Ora, os valores sociais mudam, o que ontem era considerado mau (ou pecaminoso) como o sexo antes do casamento, hoje é considerado normal ou, pelo menos, um assunto do foro privado e sobre o qual a sociedade não tem, sequer, de opinar. Não é completamente disparatado pensar que, com a despenalização, o aborto comece, gradualmente, a deixar de ser considerado como uma coisa má e indesejável e passe, com o tempo e a banalização, a ser considerado como um método vulgar de controlo de fertilidade. Como não há valores imutáveis, é fácil de prever que isso venha a suceder como, aliás, já sucede em outros países. O contrário é que não é previsível.
Este argumento joga, pois, muito mais a favor do Não do que do Sim uma vez que a mensagem que o Não quer passar é, precisamente, a de que o aborto é uma coisa má e que, com a despenalização, deixará de ser considerado assim. Pelo contrário, o Sim tenta passar a mensagem de que o aborto é um direito e um direito nunca pode ser uma coisa má.
Em segundo lugar, se uma mulher só faz um aborto se tiver razões muito fortes, então não seria necessário instituir o aborto a pedido; bastaria alargar as actuais excepções legais a essas fortes razões para que pudessem abortar legalmente. Mais uma vez, este argumento joga mais a favor do Não do que do Sim porque a mensagem que os defensores mais moderados do Não querem passar é, precisamente, de que é preciso que haja razões muito fortes para que uma mulher seja autorizada e ajudada a abortar.
Em terceiro lugar, se essas razões muito fortes são circunstâncias que forçam uma mulher a abortar - circunstâncias que, a não existirem, lhe permitiriam levar a gravidez até ao fim - então, mais uma vez, este argumento joga a favor do Não, mais do que do Sim. É que, enquanto a campanha do Sim se tem batido pela criação de condições para que as mulheres possam abortar com condições e dignidade, a campanha do Não tem-se batido pela criação de condições para que as mulheres possam ter os filhos com condições e dignidade. Vir proclamar, em campanha pela despenalização, que as mulheres até gostariam de ter os filhos e, se abortam, é só porque não têm condições para os ter, é o mesmo que dizer que, no fundo, no fundo, os defensores do Não escolheram o caminho certo que é o de dar às mulheres aquilo que elas querem: condições para terem os filhos em vez de abortar.
Em quarto lugar, e em continuação da observação anterior, se as mulheres só abortam porque são forçadas a isso (nenhuma decide de ânimo leve, é sempre doloroso, é sempre difícil) isso significa que as mulheres que o praticam o fazem coagidas e não estão a exercer um direito. Um óptimo argumento prêt-a-porter que a campanha pela legalização dá, de mão beijada, aos defensores do Não.
Se a campanha pela legalização quiser argumentar de forma sólida e coerente, sem se deixar enredar em argumentos contraditórios, só tem um caminho: convencer as pessoas de que um aborto não é, na sua essência, uma coisa má; que as dificuldades emocionais de praticar um aborto são apenas culturais; que o embrião é apenas um conjunto de células e é parte integrante do corpo da mulher; que, por isso, não tem de ser legalmente protegido, tal como um sinal ou uma verruga não o são; e que isto é válido até às dez semanas de gestação e não depois.
Tudo o resto - mulheres presas, dramas pessoais, miséria material e moral - todos estes são argumentos boomerangue, só param na cabeça de quem os atirou.
Lascia ch'io pianga
Gostava tanto de saber fazer isto...
10 janeiro 2007
As razões da escolha IV
Um argumento usado pelos defensores do Não no referendo ao aborto é o da absoluta igualdade de direitos e de dignidade do bebé nascituro em relação ao nascido. É um argumento frágil. Tendo, certamente, vastas razões de defesa sob um ponto de vista médico, tem algumas fragilidades culturais e é discutível, mesmo no terreno dos defensores mais radicais do Não.
Ainda que, numa abordagem puramente médica, o ovo ou zigoto (primeiros dias), o embrião (até à 8ª semana), o feto (a partir da 9ª semana) e o bébé sejam todos seres humanos em distintas fases do seu desenvolvimento (aliás, muito mais próximos entre si do que um recém-nascido de um adulto), numa abordagem instintiva e cultural, há uma diferença que se intui mas não se explica.
É por essa razão que não é obrigatório registar uma gravidez logo que ela é conhecida. É ainda por essa razão que o DIU e a pílula do dia seguinte (que, como toda a gente sabe, são métodos abortivos) não são proibidos.
Coerente, como sempre, a Igreja condena estes métodos mas a nossa cultura não os condena. Quer o DIU quer a pílula do dia seguinte actuam num momento imediatamente posterior à concepção, antes da nidação do ovo ou zigoto. A fecundação dá-se mas o zigoto, nos dias seguintes à concepção, não consegue instalar-se no útero e é expulso por métodos naturais. A mulher não chega, verdadeiramente, a ficar grávida, e a literatura dessas pílulas ressalva, expressamente, que a pílula do dia seguinte «não é eficaz numa gravidez já iniciada». Há concepção mas não há gravidez, portanto.
É com base nesta diferença intuitiva que os defensores moderados do Não aceitam todos os métodos contraceptivos e ainda o aborto em casos justificados.
O facto de haver esta diferença intuitiva não significa, porém, que haja uma clivagem total entre um zigoto, um embrião, um feto e um bebé já nascido. É uma clivagem desse tipo que serve de argumento aos defensores do Sim: segundo eles, «o feto ou embrião ainda não é vida humana». Os defensores moderados do Não defendem, pelo contrário, que, desde o momento em que se inicia a gravidez, o embrião ou feto deve gozar de direitos mas que esses direitos aumentam ao longo do seu desenvolvimento. Quanto a direitos exactamente iguais e a uma dignidade exactamente igual, essa posição, defendida em teoria pela Igreja e por muitos católicos, não é exercida, na prática, nem pela Igreja nem pelos católicos: alguma mulher católica que sofra um aborto espontâneo se lembra de fazer o funeral ao seu feto? ou de baptizá-lo se a gravidez estiver em risco?
As razões da escolha III
As razões da escolha II
As razões da escolha I
Ainda que, numa abordagem puramente médica, o ovo ou zigoto (primeiros dias), o embrião (até à 8ª semana), o feto (a partir da 9ª semana) e o bébé sejam todos seres humanos em distintas fases do seu desenvolvimento (aliás, muito mais próximos entre si do que um recém-nascido de um adulto), numa abordagem instintiva e cultural, há uma diferença que se intui mas não se explica.
É por essa razão que não é obrigatório registar uma gravidez logo que ela é conhecida. É ainda por essa razão que o DIU e a pílula do dia seguinte (que, como toda a gente sabe, são métodos abortivos) não são proibidos.
Coerente, como sempre, a Igreja condena estes métodos mas a nossa cultura não os condena. Quer o DIU quer a pílula do dia seguinte actuam num momento imediatamente posterior à concepção, antes da nidação do ovo ou zigoto. A fecundação dá-se mas o zigoto, nos dias seguintes à concepção, não consegue instalar-se no útero e é expulso por métodos naturais. A mulher não chega, verdadeiramente, a ficar grávida, e a literatura dessas pílulas ressalva, expressamente, que a pílula do dia seguinte «não é eficaz numa gravidez já iniciada». Há concepção mas não há gravidez, portanto.
É com base nesta diferença intuitiva que os defensores moderados do Não aceitam todos os métodos contraceptivos e ainda o aborto em casos justificados.
O facto de haver esta diferença intuitiva não significa, porém, que haja uma clivagem total entre um zigoto, um embrião, um feto e um bebé já nascido. É uma clivagem desse tipo que serve de argumento aos defensores do Sim: segundo eles, «o feto ou embrião ainda não é vida humana». Os defensores moderados do Não defendem, pelo contrário, que, desde o momento em que se inicia a gravidez, o embrião ou feto deve gozar de direitos mas que esses direitos aumentam ao longo do seu desenvolvimento. Quanto a direitos exactamente iguais e a uma dignidade exactamente igual, essa posição, defendida em teoria pela Igreja e por muitos católicos, não é exercida, na prática, nem pela Igreja nem pelos católicos: alguma mulher católica que sofra um aborto espontâneo se lembra de fazer o funeral ao seu feto? ou de baptizá-lo se a gravidez estiver em risco?
As razões da escolha III
As razões da escolha II
As razões da escolha I
09 janeiro 2007
As razões da escolha III
Os defensores do Sim no referendo ao aborto têm usado muitas vezes, como analogia, a luta de algumas décadas atrás pelo uso da pílula, ou seja, uma luta contra a prepotência masculina sobre a vida sexual e reprodutiva da mulher e pelo direito da mulher ao seu próprio corpo. Esta comparação não resiste a uma primeira análise. Por duas razões: primeira, porque o que está em causa não é o próprio corpo da mulher mas um outro corpo de um outro ser cujos direitos, se são discutíveis, não são ignoráveis; a segunda razão, ligada à anterior, é que os direitos sexuais e reprodutivos se exercem a montante, ao nível da contracepção. Isto não contradiz o que eu já disse num post anterior - que a contracepção tem problemas de eficácia, por razões de ordem social - na medida em que é certo que a mensagem dos "direitos reprodutivos" não colhe nestes casos: se uma mulher não usa um método contraceptivo porque não sabe ou não tem meios ou o companheiro não quer, ela não está, à partida, a exercer os seus direitos sexuais e reprodutivos, no momento em que estes devem ser exercidos.
As razões da escolha II
As razões da escolha I
As razões da escolha II
As razões da escolha I
08 janeiro 2007
Alguns bons posts sobre o aborto
A par das minhas próprias reflexões, vou apresentar aqui ligações para bons posts, com bons argumentos sérios e intelectualmente honestos.
Começo por uma análise muito inteligente sobre o aborto, publicada já há uns dois anos, no blogue Crítica na rede.
Neste post o autor, Pedro Madeira, menciona um mau argumento usado pelos defensores da legalização do aborto e um mau argumento usado pelos opositores da legalização do aborto. Tenta fornecer «uma análise tanto quanto possível imparcial de todos os argumentos, de modo a que não seja possível perceber-se qual é [a sua] posição acerca do assunto». Acho que todos, pró e contra a legalização, devem ler. O autor revela, no fim, a sua posição que não é, necessariamente, a minha mas que é uma posição bem fundamentada (ou não fosse ele da área da Filosofia...).
"Porque voto Sim", de Daniel Oliveira: talvez o melhor texto que encontrei, até agora, em defesa da legalização.
"Bases de inteligibilidade do Não": um bom post, da jurista Mafalda Barbosa, muito bem argumentado, contra a legalização.
"Ecco perché sono contro l’aborto": a entrevista de Norberto Bobbio, um agnóstico assumido, com argumentos não religiosos contra a legalização.
"Aborto e eugenia": um post da autoria do médico Fernando G. Costa, com argumentos a ter em conta, contra a legalização.
Começo por uma análise muito inteligente sobre o aborto, publicada já há uns dois anos, no blogue Crítica na rede.
Neste post o autor, Pedro Madeira, menciona um mau argumento usado pelos defensores da legalização do aborto e um mau argumento usado pelos opositores da legalização do aborto. Tenta fornecer «uma análise tanto quanto possível imparcial de todos os argumentos, de modo a que não seja possível perceber-se qual é [a sua] posição acerca do assunto». Acho que todos, pró e contra a legalização, devem ler. O autor revela, no fim, a sua posição que não é, necessariamente, a minha mas que é uma posição bem fundamentada (ou não fosse ele da área da Filosofia...).
"Porque voto Sim", de Daniel Oliveira: talvez o melhor texto que encontrei, até agora, em defesa da legalização.
"Bases de inteligibilidade do Não": um bom post, da jurista Mafalda Barbosa, muito bem argumentado, contra a legalização.
"Ecco perché sono contro l’aborto": a entrevista de Norberto Bobbio, um agnóstico assumido, com argumentos não religiosos contra a legalização.
"Aborto e eugenia": um post da autoria do médico Fernando G. Costa, com argumentos a ter em conta, contra a legalização.
As razões da escolha II
Um dos argumentos usados por quem tenciona votar Não no próximo referendo ao aborto é de que existe hoje informação mais do que suficiente para se prevenir uma gravidez indesejada.
Esse é um mau argumento. É verdade que hoje existe muita informação mas também é verdade que os processos de assimilação dessa informação são pouco eficazes, e não apenas em relação à contracepção. Existe muita informação sobre os perigos da condução sob efeito do álcool no entanto as pessoas continuam a fazê-lo. Existe muita informação sobre a forma como as crianças devem ser transportadas nos automóveis, no entanto, continuamos a ver senhoras no banco da frente com o bébé ao colo. Existe muita informação sobre as consequências do tabaco e as pessoas continuam a fumar. Existe muita informação sobre a transmissão sexual de doenças como a SIDA ou a Hepatite B e continua a haver muitos comportamentos de risco. Existe muita informação sobre os perigos da exposição solar e as pessoas continuam a torrar ao sol Verão após Verão. Existe muita informação sobre as drogas e os números da toxicodependência não param de crescer. E poderíamos continuar esta lista por muitos mais exemplos, todos de situações graves que põem em risco a saúde e a vida dos próprios e de terceiros.
Poderemos perguntar-nos porque é que, havendo tanta informação disponível, esta não se reflecte nos comportamentos. Não sei. Hoje temos um verdadeiro arsenal de informação sobre tudo e mais alguma coisa, a escolaridade obrigatória aumentou para mais do dobro nos últimos 30 anos, há rádio e televisão dentro de casa, o nível de alfabetização é elevado, o acesso à internet cresce continuamente nos últimos anos, publicam-se guias de tudo e mais alguma coisa, há associações, campanhas publicitárias, gabinetes de atendimento, tudo o que pode ser necessário para informar e esclarecer a população sobre os riscos inerentes aos seus comportamentos. No entanto, os comportamentos não mudam ou, pelo menos, não mudam a um ritmo proporcional à informação disponível. Porquê, então? Porque é que a informação não passa? Se passa, porque é que não é interiorizada? Não sei. O facto é desmentível, não há como negar ou escamotear.
Por essa razão, se o argumento da falta informação não justifica, por si só, o Sim à despenalização, o argumento da informação, por si só, é um argumento frágil contra a despenalização.
As razões da escolha I
Esse é um mau argumento. É verdade que hoje existe muita informação mas também é verdade que os processos de assimilação dessa informação são pouco eficazes, e não apenas em relação à contracepção. Existe muita informação sobre os perigos da condução sob efeito do álcool no entanto as pessoas continuam a fazê-lo. Existe muita informação sobre a forma como as crianças devem ser transportadas nos automóveis, no entanto, continuamos a ver senhoras no banco da frente com o bébé ao colo. Existe muita informação sobre as consequências do tabaco e as pessoas continuam a fumar. Existe muita informação sobre a transmissão sexual de doenças como a SIDA ou a Hepatite B e continua a haver muitos comportamentos de risco. Existe muita informação sobre os perigos da exposição solar e as pessoas continuam a torrar ao sol Verão após Verão. Existe muita informação sobre as drogas e os números da toxicodependência não param de crescer. E poderíamos continuar esta lista por muitos mais exemplos, todos de situações graves que põem em risco a saúde e a vida dos próprios e de terceiros.
Poderemos perguntar-nos porque é que, havendo tanta informação disponível, esta não se reflecte nos comportamentos. Não sei. Hoje temos um verdadeiro arsenal de informação sobre tudo e mais alguma coisa, a escolaridade obrigatória aumentou para mais do dobro nos últimos 30 anos, há rádio e televisão dentro de casa, o nível de alfabetização é elevado, o acesso à internet cresce continuamente nos últimos anos, publicam-se guias de tudo e mais alguma coisa, há associações, campanhas publicitárias, gabinetes de atendimento, tudo o que pode ser necessário para informar e esclarecer a população sobre os riscos inerentes aos seus comportamentos. No entanto, os comportamentos não mudam ou, pelo menos, não mudam a um ritmo proporcional à informação disponível. Porquê, então? Porque é que a informação não passa? Se passa, porque é que não é interiorizada? Não sei. O facto é desmentível, não há como negar ou escamotear.
Por essa razão, se o argumento da falta informação não justifica, por si só, o Sim à despenalização, o argumento da informação, por si só, é um argumento frágil contra a despenalização.
As razões da escolha I
06 janeiro 2007
05 janeiro 2007
Depois dos Reis
Depois dos Reis vou começar a publicar aqui uma série de reflexões sobre o referendo à despenalização da interrupção voluntária da gravidez. Procurarei ser isenta e imparcial. No fundo, procurarei ser intelectualmente honesta. Sei que não sou dona da verdade, mas tenho uma opinião formada àcerca do assunto e irei votar. A minha opinião resultou de uma reflexão profunda e depois de ponderar vários aspectos. Rejeito aquilo a que um amigo meu designa por "achismo". Num assunto tão grave não podemos limitar-nos a "achar", assim como quem acha que o Porto vai ganhar o campeonato ou que a Lili Caneças está melhor agora que antes da última operação plástica. "Achar" e "ter opinião" não são a mesma coisa. Achar resulta de um impulso, de uma percepção, de uma impressão, contém uma forte dose de intuição. Ter opinião implica reflectir, informar-se junto de quem sabe mais do que nós, pesquisar e ponderar os vários factores em causa. Eu tenho opinião. Certa ou errada? Não creio que isso exista. A minha opinião é compatível com a reflexão que fiz e é coerente com os meus valores e com o meu modelo de sociedade. É coerente com o que desejo para os filhos que ainda espero ter.
Não revelarei de imediato a conclusão das minhas reflexões. Limitar-me-ei a apresentá-las, ao longo de alguns dias, e, quem se der ao trabalho de as ler, poderá avaliar da sua pertinência, da sua lógica e da sua coerência. Poderá confrontá-las com as suas próprias reflexões (se as fez) ou poderá - quem sabe? - aproveitar agora para reflectir.
Os comentários são livres, como sempre, na Biblioteca de Jacinto. Aqui não há censura. A liberdade de exprimir opiniões é total. Na Biblioteca de Jacinto só não há lugar para linguagem imprópria e para ataques pessoais, sejam quem forem os visados.
Mais tarde, revelarei se voto Sim ou Não. Se, até lá, eu conseguir que os visitantes da Biblioteca de Jacinto não consigam adivinhar o meu sentido de voto, terei conseguido o que pretendo: uma reflexão imparcial, isenta e intelectualmente honesta.
Não revelarei de imediato a conclusão das minhas reflexões. Limitar-me-ei a apresentá-las, ao longo de alguns dias, e, quem se der ao trabalho de as ler, poderá avaliar da sua pertinência, da sua lógica e da sua coerência. Poderá confrontá-las com as suas próprias reflexões (se as fez) ou poderá - quem sabe? - aproveitar agora para reflectir.
Os comentários são livres, como sempre, na Biblioteca de Jacinto. Aqui não há censura. A liberdade de exprimir opiniões é total. Na Biblioteca de Jacinto só não há lugar para linguagem imprópria e para ataques pessoais, sejam quem forem os visados.
Mais tarde, revelarei se voto Sim ou Não. Se, até lá, eu conseguir que os visitantes da Biblioteca de Jacinto não consigam adivinhar o meu sentido de voto, terei conseguido o que pretendo: uma reflexão imparcial, isenta e intelectualmente honesta.
04 janeiro 2007
Até aos Reis não abdico de falar no Natal
Não parece, mas ainda estamos no Natal
03 janeiro 2007
Uma curiosidade pictórico-natalícia
Nas minhas deambulações pela pintura sacra de tema natalício, encontrei uma curiosa característica nas representações de São José que quero partilhar convosco.
O pobre homem, quando não é representado com um ar confuso, como nestas...
.JPG)
In: BOUTS, Dieric, o Velho - Adoração dos Magos.
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In: BALDUNG GRIEN, Hans - Adoração dos Magos
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In: GHIRLANDAIO, Domenico - Adoração dos pastores
...é representado com um ar enfadado, como nestas...
.JPG)
In: UCCELLO, Paolo - Adoração dos Magos
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In: PINTURICCHIO, Bernardino - Adoração de Cristo Menino
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In: MAZZOLINO, Ludovico - Adoração dos Pastores
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In: MANTEGNA, Andrea - Adoração dos Pastores
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In: BASSANO, Jacopo - Adoração dos pastores
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In: BOTTICELLI, Sandro - Adoração dos Magos
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In: GHIRLANDAIO, Domenico - Adoração do Menino
O pobre homem, quando não é representado com um ar confuso, como nestas...
In: BOUTS, Dieric, o Velho - Adoração dos Magos.
In: BALDUNG GRIEN, Hans - Adoração dos Magos
In: GHIRLANDAIO, Domenico - Adoração dos pastores
...é representado com um ar enfadado, como nestas...
In: UCCELLO, Paolo - Adoração dos Magos
In: PINTURICCHIO, Bernardino - Adoração de Cristo Menino
In: MAZZOLINO, Ludovico - Adoração dos Pastores
In: MANTEGNA, Andrea - Adoração dos Pastores
In: BASSANO, Jacopo - Adoração dos pastores
In: BOTTICELLI, Sandro - Adoração dos Magos
In: GHIRLANDAIO, Domenico - Adoração do Menino
02 janeiro 2007
31 dezembro 2006
Até pró ano
Como sempre, desde há uns anos, fui com o meu mais-que-tudo ver o último pôr-do-sol do ano, ao Cabo da Roca. O último pôr-do-sol do ano e o último do Continente Europeu. Normalmente não há ninguém mas hoje, como é Domingo, estava cheio de italianos, espanhóis, japoneses e russos (ou seriam ucranianos?...).
Aqui ficam as imagens que recolhi com o meu télélé.
Às 17:20...

...às 17:21...

... e às 17:23.

Para todos os leitores e visitantes, habituais e ocasionais, da Biblioteca de Jacinto, um ano de 2007 muito feliz e cheio de realizações. Continuem a visitar, a acomodar-se e a reconfortar-se nas suas fofas poltronas. A casa é vossa.
Até pró ano.
Aqui ficam as imagens que recolhi com o meu télélé.
Às 17:20...

...às 17:21...

... e às 17:23.

Para todos os leitores e visitantes, habituais e ocasionais, da Biblioteca de Jacinto, um ano de 2007 muito feliz e cheio de realizações. Continuem a visitar, a acomodar-se e a reconfortar-se nas suas fofas poltronas. A casa é vossa.
Até pró ano.
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