Aviso: na biblioteca de Jacinto não se aplicará o novo Acordo Ortográfico.

09 julho 2019

Memória

«Libraries, archives, museums and cultural institutions throughout Bosnia have been targeted for destruction, in an attempt to eliminate any material evidence - books, documents and works of art - that could remind future generations that people of different ethnic and religious traditions once shared a common heritage in Bosnia. The practitioners of ethnic 'cleansing' are not content to terrorise and kill the living; they want to eliminate all memory of the past as well.»
In: Riedlmayer, Andras - Killing the memory: The targeting of libraries and archives in Bosnia-Herzegovina. Newsletter of the Middle East Librarians
Association
, Nr. 61, (Autumn 1994), p. 6

27 junho 2019

A Instrucção

Aurora das almas, risonha alvorada
De luz bemfazeja divina instrucção!
Bemvinda tu sejas, ó chama sagrada
Bemdita mil vezes teu dôce clarão!

As trevas tu rasgas do espirito inculto
E as sombras convertes em próvida luz;
Saudar-te é um jubilo, amar-te é um culto,
Teu brilho é o facho que ao bem nos conduz.

Horror à ignorancia que os vicios fomenta,
Que as almas arroja ao crime fatal!
Entrar cumpre á mulher na guerra incruenta,
Da luz contra as trevas, do bem contra o mal.

Que todos se acerquem da luz que consola
Que todos se aqueçam ao fogo que apraz.
Franqueiem-se a todos as portas da escola,
Recinto d'esp'rança, santuario de paz!

Ó germen fecundo de paz e doçura
Que fructos de bençam tu sabes gerar!
Tu dás alegria, descanço e ventura
E és mãe das virtudes que adornam o lar.

O estudo é allivio nas mágoas da vida
E é socio jocundo na quadra feliz;
Com elle o obreiro não cança ha lida,
Não teme as fadigas e a sorte bemdiz. 

(Poema anónimo musicado por José Vianna da Motta em 1879, aos 11 anos de idade)

30 dezembro 2018

Ano Novo

Há seis meses que não actualizo o meu blogue. O Facebook é o maior inimigo dos blogues. Antes, tudo o que me apetecia escrever ou mostrar vinha para o blogue. Desde que estou no Facebook, nunca acho que tenho algo de suficientemente bom ou interessante para ser digno de "ir para o blogue". É um disparate, eu sei, mas é difícil de combater esta impressão. Contudo, hoje, a pouco mais de vinte e quatro horas do fim do ano, acho que tenho mesmo de deixar aqui o balanço deste ano que acaba.
2018 foi, certamente para mim, o melhor ano em uma década perdida. Partilho convosco um texto que escrevi no Facebook, em Outubro de 2017, e que permite compreender bem porquê.

Comecei a trabalhar na Área de Música da Biblioteca Nacional em Fevereiro de 1992. A Área tinha sido inaugurada quatro meses antes, simbolicamente no Dia Mundial da Música, 1 de Outubro de 1991. Eu dependia organicamente da Secretaria de Estado da Cultura e trabalhava no âmbito do Programa de Inventário do Património Cultural Móvel. Quando concorri, "Bibliotecas" fora a minha última escolha: "Museus", a primeira, e "Arquivos", a segunda; mas entrei para Bibliotecas e fiquei colocada na Biblioteca Nacional. Perante a possibilidade de escolher com que colecções desejava trabalhar, não hesitei: Música, a maior paixão da minha vida. Embora não tivesse formação académica em música, tinha aprendido solfejo com o meu Pai, estava habituada a cantar em coro, tinha estudado História da Música na licenciatura em História e tinha alguma cultura musical. Com apenas 25 anos, a simples perspectiva de mexer em partituras, de estar ao pé de papéis de música antigos, de compositores conhecidos e desconhecidos, era um deslumbre. Havia tanto para aprender e a "terceira escolha" parecia-me agora a melhor das escolhas possíveis.
Lembro-me bem do primeiro dia, quando subi ao segundo andar da Biblioteca Nacional e fui apresentada a alguém que, na verdade, conhecia desde os dez anos, o impulsionador da recentemente criada Área de Música e amigo de antigas "cantorias" corais, o (hoje Prof. Doutor) João Pedro d'Alvarenga. A minha tarefa seria catalogar, da colecção de Livros de Coro, aqueles que fossem manuscritos e iluminados. Na ocasião, fiquei muito ofendida por uma bibliotecária muito respeitada nesta casa ter deitado as mãos à cabeça e comentado, como se eu não estivesse presente, «mandaram para cá uns meninos que não sabem ler uma letra do tamanho de um boi, para mexerem nos nossos iluminados!». Sim, havia por cá muita sobranceria, comecei a aperceber-me disso cedo, mas a senhora (conhecida por não ter papas na língua) era uma das bibliotecárias mais competentes, rigorosas e profissionais que já conheci... e sim, ela tinha uma certa razão: nós não sabíamos ler uma letra do tamanho de um boi, se fosse uma letra gótica... Mas éramos jovens, não éramos tontos e aprenderíamos depressa.
Nesse mesmo ano, concorri à variante "Arquivo" do Curso de Especialização em Ciências Documentais da Universidade de Lisboa e entrei. Continuava a trabalhar para o "Inventário" e escolhi Arquivo porque tinha cadeiras de Codicologia, Paleografia e Diplomática, que me seriam mais úteis para o trabalho com códices iluminados do que as cadeiras da variante "Biblioteca".
Quando, ao fim de sete anos de "recibos verdes", entrei para o quadro da Biblioteca Nacional, voltei para a Universidade, para fazer a variante "Biblioteca" que me permitiria aceder à carreira Técnica Superior de Biblioteca e Documentação (anos mais tarde extinta) e passei a integrar, em pleno, a equipa da Área de Música.
Quer na variante "Arquivo" (em 1992-1994) quer na variante "Biblioteca" (em 1997-1998), escolhi sempre, para os trabalhos, temas úteis para a minha actividade na Área de Música: a Descrição Codicológica de um Livro de Coro, um Estudo do Utilizador da Área de Música, um estudo sobre Música nas Biblioteca Públicas...
Em 2002, inscrevi-me no Mestrado em Ciências da Documentação e da Informação, na Universidade de Évora. Na altura, tive a ilusão de achar que também teria tempo para estudar música, inscrevi-me numa escola, em horário pós-laboral, mas não consegui acumular formação musical, mestrado e emprego a tempo inteiro pelo que, apesar das excelentes notas, acabei por desistir da formação musical em benefício do mestrado. Mais uma vez, para a dissertação, escolhi um tema que me permitiria aprofundar conhecimentos que poderia aplicar utilmente na Área de Música: catalogação de partituras. Foi a primeira dissertação escrita em Portugal, no âmbito estrito da Biblioteconomia Musical. Concluí o Mestrado e defendi a tese em Novembro de 2005.
No final de 2007, comecei a preparar a candidatura ao Doutoramento, em Coimbra, mas um acontecimento trágico na minha vida particular, logo no início de 2008, deixou-me à beira de uma depressão e eu tive de adiar esse desiderato. 2008 foi um ano terrível na minha vida, por várias razões, marcando para sempre, na minha memória, um antes e um depois. Depois... depois reconheço que há pouco para contar. Passaram-se nove anos que, do ponto de vista profissional, não acrescentaram nada à minha vida. Pelo contrário, durante os últimos anos senti que regredia em vez de evoluir.
No final desta década perdida, decidi que chegou o momento de dar um passo em frente e fazer alguma coisa para mudar essa situação. Voltar aos bancos da faculdade, continuar a evoluir e a aprender e tentar contribuir, dentro das minhas possibilidades, para o desenvolvimento de uma área de conhecimento ainda por sistematizar em Portugal, a Biblioteconomia e Arquivística Musical.
Fui admitida ao Doutoramento em História na área de Arquivística Histórica, na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Volto, assim, às origens: à História, com a qual iniciei a minha formação académica, e à Arquivística, com a qual iniciei a minha formação profissional. Mais do que outro grau académico, trata-se de um novo desafio e do estímulo intelectual que estava a fazer-me falta. Sei que não vai ser fácil, que vou ter muitos e muitos momentos (e horas, dias e até semanas) em que vou perguntar a mim própria porque é que me meti nisto. Espero, nesses momentos de dúvida, lembrar-me de que me “meti nisto” porque não consigo viver uma profissão que adoro como um mero emprego aonde se vai buscar o ordenado, porque preciso de muito mais do que isso para me sentir realizada.


E aqui acaba o texto de 2017.


A entrada para o doutoramento foi um risco. Já não sou uma garota, a última década foi de estagnação profissional e intelectual, o mestrado tinha acabado há doze anos e há vinte anos que não estava integrada numa turma, com aulas e trabalhos. Por isso, arriscar-me a um doutoramento foi para mim um desafio e uma incógnita. Do que é que estes neurónios ainda eram capazes?
Os resultados ultrapassaram amplamente as minhas expectativas. As classificações elevadas não teriam uma especial importância caso eu tivesse vinte ou trinta anos. Com essas idades, curiosamente, nunca tive notas muito altas. Mas ter boas notas, muito boas mesmo, aos cinquenta anos e depois de dez anos de inactividade intelectual, confesso que me deixou bastante feliz. O ano de 2018 foi, assim, um ano em que venci o desafio a que me propus em 2017 e em que me sinto uma confiança em mim própria que não sentia há muitos, muitos anos. Entrar para o doutoramento foi a melhor decisão que tomei em mais de dez anos e, sem dúvida, uma das melhores decisões que tomei na vida.
Houve outras coisas que marcaram com coisas boas o ano de 2018 como o nascimento das minhas sobrinhas-netas e o casamento de uma querida amiga. Também arranjei umas maleitas novas, que cinquentona que se preza não pode andar para aí a vender saúde. E partiram algumas pessoas de quem guardarei uma boa lembrança para sempre. Que descansem em paz.
Para 2019 só desejo que seja tão bom como foi 2018. Há muitos, muitos anos que o meu desejo de ano novo não era este. É bom sinal.
Para quem me lê, desejo um 2019 tão bom como o que desejo para mim.

21 junho 2018

Pensavam que a Democracia não corria riscos?
Pensavam que os direitos sociais e laborais conquistados nos últimos cem anos eram irreversíveis?
Pensavam que o nazismo jamais poderia voltar?
Pensem outra vez.
Seja o que for... pensem que pode, está e vai acontecer.
(Nota: a minha resposta para qualquer das perguntas é Não. Não, eu nunca pensei nada disso. Não, eu não estou surpreendida. Eu sempre tive a certeza que tudo voltaria a acontecer. Tal como um terramoto em Lisboa, sabemos que vai acontecer um dia mas guardamos a secreta esperança de não acontecer no nosso tempo...)

04 abril 2018

Eu tenho um sonho, hoje!


Martin Luther King
(15 Jan. 1929 – 4 de Abr. 1968)

«Tenho o sonho que um dia esta nação levantar-se-á e viverá o verdadeiro significado da sua crença: "Consideramos que estas verdades são evidentes por si mesmas: todos os homens são criados iguais".

«Tenho o sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.

«Tenho o sonho que um dia, até o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.

«Tenho o sonho que os meus quatro filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu caractér.

«Eu tenho um sonho, hoje.

«Tenho o sonho que um dia o estado de Alabama, cujos lábios do governador actualmente pronunciam palavras de obstaculização e anulação, seja transformado ao ponto de os rapazinhos negros, e as rapariguinhas negras, possam dar-se as mãos com outros rapazinhos brancos e rapariguinhas brancas, caminhando juntos, lado a lado, como irmãos e irmãs.

«Eu tenho um sonho, hoje.

«Tenho o sonho que um dia todos os vales serão elevados, todas as colinas e montanhas serão abaixadas, os lugares acidentados serão aplanados e os lugares tortuosos serão endireitados, e a glória do Senhor será revelada, e todos os seres a verão conjuntamente.

«Esta é nossa esperança. Esta é a fé com a qual regresso ao Sul. Com esta fé seremos capazes de retirar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé poderemos transformar as dissonantes discórdias da nossa nação numa bonita e harmoniosa sinfonia de fraternidade. Com esta fé poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, ir para a prisão juntos, ficarmos juntos em posição de sentido pela liberdade, sabendo que um dia seremos livres.

«Será esse o dia em que todos os filhos de Deus poderão cantar com um novo significado: "O meu país é teu, doce terra de liberdade, de ti eu canto. Terra onde morreram os meus pais, terra do orgulho dos peregrinos, que de cada localidade ressoe a liberdade".

[...]

«Quando permitirmos que a liberdade ressoe, quando a deixarmos ressoar de cada vila e cada aldeia, de cada estado e de cada cidade, seremos capazes de apressar o dia em que todos os filhos de Deus, negros e brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão dar as mãos e cantar as palavras da antiga canção negra: "Livres, finalmente! Livres, finalmente! Graças a Deus, Todo Poderoso, finalmente somos livres!"»

(Tradução baseada nesta, com pequenas alterações minhas)

31 dezembro 2017

2018

Com a idade que tenho já não consigo escrever coisas como "tenham um ano fantástico". Não existem anos fantásticos. Quando perdi o meu Pai pensei (mesmo) que nunca mais iria sentir alegria na vida. Mas a vida não é assim, as coisas não são assim. Muitas pessoas que conheço vão entrar no novo ano com menos o pai, a mãe, um filho, um irmão, um amigo. Outras com um amor perdido ou um casamento acabado. Outras, ainda, já não vão ter emprego. Muitas pessoas que conheço estão a aprender a viver com perdas irreparáveis. Outras vão entrar no novo ano com mais um filho, um neto ou um sobrinho ou com um novo amor na sua vida; ou um novo emprego, uma nova carreira. Algumas tiveram (ou terão) as duas coisas ao mesmo tempo. Um pai que morre no mesmo ano em que nasce uma filha... Não há anos fantásticos, desculpem. Não é da idade, é da experiência.

Ninguém sabe o que o espera e ninguém controla a vida e a morte, os amores e os desamores. A vida é feita de perdas, não de ganhos. Um recém-nascido é um mundo em potência, não importa onde ou como nasce ou quão rico ou pobre. É a vida que vai eliminando as opções e esculpindo o que cada um vem a ser. Somos o que perdemos. Ou antes, somos o que vai ficando do que perdemos.

Por isso, meus caros amigos, façam o melhor possível do que são e do que têm. Agarrem as oportunidades. Controlem os danos. Aproveitem enquanto têm pais, prestem atenção aos vossos filhos, mantenham o contacto com os vossos amigos e afastem-se de quem vos faz mal. Se querem muito alguma coisa, façam por a conseguir. Não ignorem a vossa consciência mas não deixem que ela vos paralise. Lembrem-se de que terão de viver convosco a vida toda e é melhor manter essa relação saudável.

Um 2018 bem vivido.

28 agosto 2017

Paolo Fresu - Ninna Nanna Pitzinnu

Paolo Fresu - Noi due


Vasco Rossi - Come Vorrei

Niccolò Fabi - Attesa Inaspettata

Há muito tempo que me interrogo o que aconteceu à música italiana, nos últimos vinte anos. Pura e simplesmente, desapareceu do espaço mediático e o pouco que aparece é francamente mau. Por isso resolvi fazer umas pesquisas por conta própria. Ainda não encontrei nada de extraordinário mas vou apanhando algumas coisas interessantes. Por exemplo, este Niccolò Fabi, de quem nunca tinha ouvido falar.

Akiko Shikata - Contrasto

As coisas que se descobrem por acaso...

10 agosto 2017

Um sósia de Hitchcock... no século XVIII

Desde 2008 que não publicava um sósia. Não estão sempre a aparecer.
Este caíu-me nas mãos há pouco, um desenho no verso da última folha de uma sonata de Clementi, publicada em Paris, por volta de 1780, por Jean-Georges Sieber. Um aprendiz de cravista, farto da aula, resolveu desenhar o professor. Isto sou eu a imaginar...







17 julho 2017

Banquetes de Platão VIII

«Nas tardes em que havia "banquete de Platão" (que assim denominávamos essas festas de trufas e ideias gerais)» (QUEIRÓS, Eça de - Civilização)

Esta é a oitava receita de minha invenção que aqui publico. Não é completamente de minha invenção pois baseei-me numa outra, de escalopes de vitela, que vi num supermercado mas alterei-a o suficiente para poder considerá-la minha. Além disso, interrogo-me se existirá absoluta originalidade em culinária? No fundo, todas as receitas se baseiam em outras.
Não dou quantidades, é tudo a olho.

FILETES DE PEIXE-ESPADA PRETO À MILANESA (À MINHA MANEIRA)

Filetes de peixe-espada preto (ou qualquer outro peixe)
Tomate pelado em pedaços pequenos
Alho picado
Manteiga
Farinha
Sal e pimenta

Passei os filetes por farinha, muito bem enfarinhados para ficarem bem sequinhos.
Numa frigideira suficientemente grande para caberem todos os filetes derreti manteiga e fritei os filetes rapidamente, até ficarem lourinhos de ambos os lados. Dispus os filetes numa travessa.
Na mesma manteiga deitei o tomate pelado em pedaços pequenos, temperado, e o alho muito picadinho.
Deixei cozinhar na manteiga. Juntei salsa picada e deitei este molho sobre os filetes.

Acompanhei com esparguete.


05 julho 2017

É o profissionalismo, estúpidos!

É um fenómeno do tempo em que vivemos. Depois da hiper-especialização do século XX (com as profissões cada vez mais e mais especializadas) no século XXI assiste-se à diluição das competências e das profissões. Embora fosse necessário pôr um fim à hiper-especialização, que estava a conduzir a que se soubesse cada vez mais acerca de cada vez menos até ao ponto de se chegar a saber tudo acerca de nada, é necessário não cair no extremo oposto. O saber específico do arquitecto não é o saber específico do engenheiro. Na minha área isto começou há mais tempo, quando as carreiras de bibliotecário e arquivista foram extintas e se diluiu a formação em diferentes cursos de uma coisa vaga denominada Ciência da Informação que é tudo e não é nada. Como se médicos, enfermeiros, analistas clínicos, fisioterapeutas pudessem ser colocados todos no mesmo saco a fazer as mesmas coisas e chamar-lhes Profissionais de Saúde.
Hoje, um bibliotecário que reclame o regresso da carreira e da regulação do exercício da profissão corre sérios riscos de ser acusado de corporativismo. Não é corporativismo. "É o profissionalismo, estúpido!"

Siza Vieira e Souto Moura reagem a pretensões de engenheiros