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03 dezembro 2012

Maria Bethânia - Coração Ateu

1976. Aos nove anos eu queria ser como a romântica, rebelde e indomável Malvina (Elisabete Savalla) a "minha" personagem de Gabriela. Mais uma da Maria Bethania a fazer parte da banda sonora da minha vida.



O meu coração ateu quase acreditou
Na tua mão que não passou de um leve adeus
Breve pássaro pousado em minha mão
Bateu asas e voou.
Meu coração por certo tempo passeou
Na madrugada procurando um jardim
Flor amarela, flor de uma longa espera
Logo o meu coração ateu.
Se falo em mim e não em ti é que nesse momento já me despedi.
O meu coração ateu não chora e não lembra
Parte e vai-se embora.

30 novembro 2012

Maria Bethânia ''Negue''

Do álbum Álibi, que ouvi e voltei a ouvir, vezes sem conta, durante os anos 80.



Negue seu amor, o seu carinho.
Diga que você já me esqueceu.
Pise machucando com jeitinho
Esse coração que ainda é seu.
Diga que o meu pranto é covardia
Mas não esqueça que você foi meu um dia.

Diga que já não me quer.
Negue que me pertenceu
E eu mostro a boca molhada
E ainda marcada
Pelo beijo seu.

27 abril 2011

Maria Bethânia - Coração Ateu

Eu tinha 10 anos quando passou a novela Gabriela. Ao contrário da pateta da Jerusa, sempre melada e chorosa, Malvina, linda e rebelde, era a minha heroína. E a canção dela era esta: Coração ateu. Ainda sinto um ligeiro frémito quando a oiço.

20 abril 2011

Maria Bethania - Explode, coração!

Do álbum Alibi, que ouvi vezes sem conta durante os anos 80.



Chega de tentar dissimular
E disfarçar e esconder
O que não dá mais pra ocultar
E eu nao posso mais calar
Já que o brilho desse olhar foi traidor e
Entregou o que você tentou conter
O que voce não quis desabafar e me cortou

Chega de temer, chorar, sofrer
Sorrir, se dar, e se perder, e se achar
E tudo aquilo que é viver,
Eu quero mais é me abrir
E que essa vida entre assim
Como se fosse o sol
Desvirginando a madrugada
Quero sentir a dor dessa manhã

Nascendo, rompendo, rasgando,
E tomando meu corpo e então eu
Chorando, sofrendo, gostando, adorando, gritando
Feito louco, alucinado e crianca
Sentindo o meu amor se derramando
Nao dá mais pra segurar
Explode, coração!

13 março 2007

Fascinação

Ainda Elis. Obrigada à Teresa, visitante habitual da Biblioteca de Jacinto, por me ter indicado esta.



Os sonhos mais lindos sonhei
De quimeras mil um castelo ergui
E no teu olhar
Tonto de emoção
Com sofreguidão mil venturas previ.

O teu corpo é luz, sedução,
Poema divino cheio de esplendor.
Teu sorriso prende
Inebria
Entontece
És fascinação, amor!

12 março 2007

Romaria

Não tenho palavras para falar de Elis Regina nem para explicar o quanto ela marcou a minha adolescência. Já escrevi e apaguei várias vezes este post. Decididamente, não consigo. Não tenho mesmo palavras. Fica a música e a presença.

Elis Regina - Romaria

É de sonho e de pó
O destino de um só
Feito eu, perdido em pensamentos
sobre o meu cavalo
É de laço
e de nó
De gibeira
o jiló
Dessa vida
cumprida
a só.

Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

Sou caipira pirapora
Nossa Senhora de Aparecida
Ilumina a mina escura e funda
O trem da minha vida

O meu pai foi peão
Minha mãe solidão
Meus irmãos perderam-se na vida
à custa de aventuras
Descasei
Joguei
Investi
Desisti
Se há sorte
Eu não sei
Nunca vi...

Sou caipira...

Me disseram, porém,
Que eu viesse aqui
Pra pedir de romaria e prece
paz nos desaventos

Como eu não sei rezar
Só queria mostrar
Meu olhar
Meu olhar
Meu olhar

Sou caipira...