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09 março 2007

O Sim ingénuo ?...

«Na votação do projecto de lei conjunto do PS, PCP, BE e Verdes na especialidade, deputados do PSD que apoiaram o "sim" no referendo de 11 de Fevereiro, como Ana Manso e Luís Campos Ferreira, declararam-se enganados pelos socialistas
Jornal de Notícias (9 Mar. 2007)

«[...] se as mulheres depois vão estar sujeitas a uma pré-avaliação, ou pré-consulta, como acontece na Alemanha, Suiça, Dinamarca, Bélgica, França... é uma questão da lei que vai ser aprovada. E acho que já ficou assente que é assim que vai ser. Aliás não passa pela cabeça de ninguém, inclusive da mulher e do médico, chegar lá e " vamos lá fazer o aborto? - Tá bom!". Não estupifiquem nem as mulheres nem os médicos
Eduardo Pinto Bernardo in: Pelo Sim

«Não se trata de liberalizar a IVG, mesmo que até às 10 semanas, mas de despenalizá-la e regulamentá-la. Caso o Sim vença, a posterior legislação deverá – e irá, certamente – incluir a obrigatoriedade de aconselhamento e reflexão
Tiago Mendes in: Diário Económico (7 Fev. 2007)

«Efectuar um aborto é algo que pode ter alguns efeitos a nível psicológico na mulher e algo que deve ser bem reflectido antes de ser feito. Portanto, considero que uma mulher, antes de fazer um aborto, deverá ter o apoio de um psicólogo...»
Miguel Duarte in: Movimento Liberal Social (30 jan. 2007)

«Ana Catarina Mendes explica que "deve ficar previsto na lei a necessidade de consultas pré e pós-IVG, bem como acompanhamento médico e psicológico". Acrescenta que terá também de ficar estipulado em lei "um período de reflexão curto" que permita à mulher que quiser fazer uma interrupção voluntária de gravidez uma "decisão que seja tomada de forma médica e socialmente esclarecida", à semelhança, segundo garante a deputada socialista, "das melhores práticas" impostas pelas leis da Alemanha e da França.»
In: Diário de Notícias (31 Jan. 2007)

«Só a legalização proporcionará condições para fazer acompanhar a decisão de abortar de um mecanismo obrigatório de reflexão da mulher que o pretenda fazer
Vital Moreira In: Aba da causa (11 Fev. 2007)

«Votamos SIM, porque ao despenalizar o aborto o Estado fica responsável pela saúde fisica e psicológica da mulher. E sendo assim a mulher fica mais protegida. Se não se pratica nenhuma ilicitude, se a prática for totalmente autorizada até às 10 semanas incumbe às instituições estatais zelar pelos melhores interesses da mulher e orientá-la, se ela precisar
Eduardo Pinto Bernardo e Duarte Oliveira Cadete In: Pelo Sim (9 Fev. 2007)

«Para que a IVG não se torne numa banalidade e ocorra um fenómeno de liberalização autêntica, defenderemos a criação de comissões médicas, compostas por vários especialistas que, de uma forma célere e equilibrada, possam acompanhar a mulher que pretende interromper a gravidez e quem lhe está mais chegado, nomeadamente o pai da criança
Eduardo Pinto Bernardo In: Pelo Sim (14 Nov. 2006)

«Voto "sim" por um motivo legível: numa controvérsia tão difícil e irresolúvel como a do aborto, o "sim" alarga as nossas possibilidades de resposta aos problemas que o aborto coloca, o "não" fecha essas possibilidades. [...] O "sim" permite-nos defender que, sem punição penal para as mulheres que abortem até às dez semanas, o Estado não pode deixar de desmotivar o recurso ao aborto através de centros de aconselhamento e de outros mecanismos de informação e defesa da vida
Pedro Lomba In: DN (27 Jan. 2007)

«Despenalizar o aborto não é abrir uma porta à sua banalização. São agora necessárias medidas de acompanhamento familiar e de prevenção do aborto. O aborto, apesar de legal até às dez semanas de gravidez, não deixará de ser visto como último recurso, exigindo-se, cada vez mais, mais e melhores medidas de informação sobre os métodos anti-concepcionais. Não queremos mais mulheres criminosas, foi isso que ficou claro, mas também exigimos mulheres mais conscientes e informadas.
O combate do aborto começa agora.»
João Ferreira Dias In: Kontrastes (12 Fev. 2007)

«Onde, senão ali, pode a mulher encontrar pessoas habilitadas para falar do que se passa com ela, aconselhar-se sem receio de pressões, culpas e falatório, perceber todas as consequências da sua decisão?»
Manuela de Melo In: Movimento Voto Sim (7 Fev. 2007)

«Uma consulta para aborto no hospital pode ser a oportunidade para propor a contracepção a mulheres que não a utilizavam, pode permitir explicar que é possível levar a gravidez a termo e entregar um bebé para adopção, pode ajudar as mulheres a escolher o que verdadeiramente querem, e a apoiá-las nessa escolha
José Vítor Malheiros In: Público (6 fev. 2007)

«Voto sim, para que as mulheres que queiram interromper uma gravidez até às dez semanas possam ser aconselhadas por técnicos de saúde que as ajudem a ponderar a sua decisão
Maria Manuela Augusto In: Movimento Voto Sim (3 Fev. 2007)

1 comentário:

belinha disse...

Olá Maria Clara!Tem o nome da minha irmã!Pois, se não tem visto o Festival, talvez não valha a pena recomeçar. O José Cid nem estava nada mal e até obteve uma pontuação boa lá fora.Não vale a pena a gente preocupar-se demais com isto, afinal assuntos há quemerecem bem mais a nossa atenção.Mas é decepcionante e incompreensível: piorar não devia ser caminho nem que se trate de entreter a malta!Olhe que já li alguns bloggers a dizer que gostaram muito do Festival e da música que ganhou.Será que somos a minoria mouca?!!